Anfavea negocia prorrogação de acordo com México por cinco anos

Anfavea negocia prorrogação de acordo com México por cinco anos

Pacto firmado há três anos determina que o país comercialize até US$ 1,64 bi por ano em veículos leves para o Brasil, isento de tarifas. Caso ultrapasse o montante, importações são taxadas em 35%.

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O presidente da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Moan, afirmou sexta-feira (20/2) que os fabricantes nacionais de automóveis querem a prorrogação do acordo automotivo com o México pelos próximos cinco anos, mantendo os termos atuais.

“Estamos satisfeitos com o andamento das negociações. A primeira reunião foi para cada um dos lados apresentar intenções. Esperamos fechar o acordo no próximo encontro”, disse Moan, após primeira rodada de reunião entre representantes do Brasil e do México no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O acordo, firmado há três anos com a intenção de conter a entrada de automóveis mexicanos no Brasil, é válido até 18/3. O pacto determina que o México possa comercializar até US$ 1,64 bilhão por ano em veículos leves para o Brasil, isento de quaisquer tarifas. Caso o montante seja maior que o estipulado, as importações são taxadas em 35%.

Também está determinado que os veículos tenham pelo menos 35% de conteúdo local. No caso do Brasil, a exigência vale para peças produzidas no Mercosul. Quando o documento foi assinado entre as partes, essa regra tinha como objetivo propor um estímulo no comércio de autopeças entre os dois países.

Originalmente, o acordo previa o aumento da cota de componentes regionais para 40% a partir de 2016. Moan, no entanto, afirmou que a Anfavea deseja a manutenção do índice em 35%, e ressaltou que a manutenção do acordo nos termos atuais traz estabilidade para o setor automotivo, enfraquecido nos últimos anos em termos de competitividade.

O México defende o livre comércio de veículos com o Brasil, incluindo a isenção de tarifas para todas as vendas para o mercado brasileiro.
O resultado das negociações será anunciado no fim do mês, após as reuniões na Cidade do México, que acontece no dia 27/2.

Enquanto isso, a Anfavea aponta que a venda de veículos caiu 31,4% em janeiro deste ano, em comparação com dezembro de 2014. No primeiro mês de 2015 foram comercializadas 253,8 mil unidades diante das 370 mil do último mês do ano passado. Os dados referentes ao exercício de fevereiro devem ser divulgados na próxima semana.

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