Governo anuncia aumento de tributos e inflaciona preço dos combustíveis

Governo anuncia aumento de tributos e inflaciona preço dos combustíveis

Gasolina e diesel devem subir R$ 0,22 e R$ 0,15, respectivamente; Petrobras irá acrescer valor dos impostos nas vendas das refinarias para as distribuidoras; aumento do preço nas bombas dependerá dos postos

Sem concorrentes, superconsórcio vence leilão do bloco de Libra
Governo deve antecipar aumento da mistura de biodiesel no diesel
Petrobras anuncia expansão de capacidade produtiva na Bahia

petrobras-logistica

A medida anunciada na segunda-feira (19/1) pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre o aumento de tributos já pode ser um agravante para as perspectivas de 2015. Isso porque, para elevar a arrecadação em R$ 20,63 bilhões, o governo decidiu impor algumas mudanças, dentre elas o aumento do PIS e da Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) sobre os combustíveis e do retorno da Cide (Contribuição para Intervenção no Domínio Econômico).

Com isso, estima-se que o aumento conjunto dos dois tributos corresponderá a R$ 0,22 por litro da gasolina e R$ 0,15 por litro do diesel. O governo espera obter R$ 12,2 bilhões com a alta, que entrará em vigor a partir de 1º de fevereiro.

Segundo ele, as medidas anunciadas são parte do trabalho de equilíbrio fiscal que será feito em várias etapas.

Por outro lado, respondendo ao pronunciamento, a Petrobras informou que o preço líquido para a empresa na venda de combustíveis ficará inalterado. Isso significa que a estatal irá acrescentar o valor dos impostos nas vendas das refinarias para as distribuidoras. O aumento do preço nas bombas para o consumidor depende de determinação dos postos.

Independente da decisão, o consumidor fica alerta com a ideia de pagar ainda mais pelo combustível, uma vez que o preço da gasolina nas refinarias do Brasil já está quase 70% acima do preço da referência internacional do combustível, segundo cálculos do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura).

Etanol atrativo

Para o setor da cana-de-açúcar, a decisão do governo deverá tornar o etanol mais atrativo, aumentando a demanda pelo biocombustível e levando a uma safra ainda mais alcooleira.

Na temporada 2014/15, 56,8% da cana processada foi destinada para a produção do combustível. Na temporada anterior, o índice havia sido de 54,7%.

A estratégia poderá reduzir a oferta de açúcar do Brasil, que atualmente é o maior produtor e exportador mundial da commodity, na safra do centro-sul 2015/16, com colheita prevista para abril.

O etanol hidratado também poderá sofrer reajustes, pois o biocombustível tem um limite informal de preço de até 70% do valor da gasolina por render menos.

COMMENTS