Boeing e Embraer inauguram centro de pesquisa em biocombustíveis para aviação

Unidade está instalada em São José dos Campos (SP); empresas coordenarão e financiarão pesquisas com universidades e outras instituições brasileiras

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A Boeing e a Embraer inauguraram nesta quarta-feira (14/1) o Centro Conjunto de Pesquisa em Biocombustíveis Sustentáveis para a Aviação, instalado no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

Com isso, as empresas coordenarão e financiarão pesquisas com universidades e outras instituições brasileiras. O foco será o desenvolvimento de tecnologias para alavancar a indústria de biocombustíveis sustentáveis para a aviação no País, como produção de matérias-primas, análises técnico-econômicas, estudos de viabilidade econômica e tecnologias de processamento.

Essa categoria de combustível emite uma quantidade menor de carbono, de 50% a 80% inferior, ao longo de seu ciclo de vida do que o combustível de aviação fóssil. Mais de 1.600 voos comerciais com uso de biocombustível de aviação já foram operados em todo o mundo desde 2011, quando o uso desse tipo de combustível foi aprovado.

“A Boeing e a Embraer, duas das principais fabricantes de aeronaves do mundo, estão unindo forças de forma inédita para realizar mais avanços na indústria de biocombustíveis sustentáveis de aviação do que seria possível ser feito por uma única empresa”, diz Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil e da Boeing América Latina. “O Brasil é pioneiro na indústria de combustíveis sustentáveis e será um dos protagonistas no estabelecimento da indústria de biocombustíveis e no apoio à conquista das metas ambientais da indústria de aviação”, completa a executiva.

“Nosso objetivo é apoiar trabalhos de desenvolvimento e amadurecimento do conhecimento e das tecnologias necessárias para estabelecer no Brasil uma indústria de biocombustíveis sustentáveis para a aviação, de alcance global”, declara Mauro Kern, vice-presidente executivo de Engenharia e Tecnologia da Embraer. “O Brasil mostrou que tem potencial e já é referência na indústria de energia limpa, tendo criado as muito bem-sucedidas indústrias de etanol e de biodiesel”, explica o executivo.

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