Emissão de gases-estufa pela aviação civil no Brasil cresce 32% de 2005 a 2013

No mesmo período analisado pela ANAC, compostos nitrogenados que geram o ozônio, subiram 60%, e as de material particulado apresentaram um acréscimo de 58%

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De acordo com um estudo preparado pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), divulgado no dia 15/10, a emissão de gases tóxicos e de material particulado cresceu em um ritmo reduzido em relação ao movimento de aeronaves e passageiros entre o período de 2005 a 2013.

Enquanto o movimento de aeronaves subiu 75% nesse período, as emissões de monóxido de carbono subiram 32%. As emissões de NOx, compostos nitrogenados que geram o ozônio, subiram 60%, e as de material particulado apresentaram um acréscimo de 58%.

Para o gerente técnico de Análise Ambiental da agência, Alexandre Filizola, o desempenho registrado pelos aeroportos nacionais é resultado de uma frota de aviões moderna, com motores mais eficientes e menor consumo de combustível, além da ampliação no número de pontes de embarque.

Quanto mais tempo de embarque e desembarque, mais a aeronave emite poluentes, pois um motor auxiliar do avião permanece ligado nessas duas operações, mantendo o ar-condicionado e os demais sistemas de bordo. Já com as pontes, o tempo dessa fase cai.

A pesquisa se baseia em dados do Decea (Departamento de Controle do Trafego Aéreo) e calcula as emissões produzidas pelas aeronaves durante as fases de voo com altitude menor que 3 mil pés (mil metros), principalmente táxi, embarque e desembarque.

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