Holambra (SP) adota radiofrequência em logística de flores

Holambra (SP) adota radiofrequência em logística de flores

Grupo responsável por 45% da comercialização de flores e plantas ornamentais no Brasil adota automação para estabelecer comunicação entre os elos da cadeia de suprimentos

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A Veiling Holambra, cooperativa responsável por cerca de 45% da comercialização de flores e plantas ornamentais no País, adotou ferramentas de identificação por radiofrequência (RFID) de embalagens que acondicionam as espécies, além dos ativos retornáveis (cestos, suportes de cestos, carrinhos, prateleiras etc.), que são usados para realizar a logística entre produtores, cooperativas, atacado e varejo.

Para estabelecer comunicação entre os elos da cadeia de suprimentos, foram escolhidas soluções de automatização, orientadas pela GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação. A GS1 se destina a controlar um volume de ativos retornáveis de 1,1 milhão de peças. São cestos, suportes de cestos, carrinhos, prateleiras e porta-vasos, usados na logística que envolve fornecedores e clientes da cooperativa.

“O projeto de adoção de tecnologia RFID representa uma mudança estratégica em toda a gestão de materiais circulantes que utilizamos em nossas operações”, explica o gerente de logística e facilidades da Cooperativa Veiling Holambra, Jorge Possato Teixeira.

O projeto começou a ser discutido em 2011, em parceria com a GS1 Brasil, que orientou todo processo de adoção da solução de RFID. A empresa responsável pela instalação da tecnologia é a Coss Consulting, de São Carlos (SP). Segundo o assessor da área de inovação e alianças estratégicas da GS1 Brasil, Wilson Cruz, cada R$ 1 investido em soluções de identificação por RFID pode significar um retorno de R$ 2,17.

Para aperfeiçoar os procedimentos, serão implementadas etiquetas inteligentes no padrão global EPC (Código Eletrônico de Produto), que integra o portfólio da GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação. Trata-se de um número único usado para identificar cada ativo retornável.

Com o uso da nova tecnologia, o controle manual dos ativos será extinto. Hoje, o sistema conta com código de barras somente para os carrinhos do Veiling, que são usados para o transporte e armazenamento dos produtos. Esse material sai da cooperativa e é abastecido pelo produtor e volta para o Veiling para distribuição ao mercado. Após isso, o ativo retorna para a cooperativa, passa por higienização para ser reutilizado. O carrinho é equipado com divisórias, porta-vasos, cestos e suportes para flores e plantas de corte, de acordo com a necessidade específica de cada variedade de produto.

Com a identificação por radiofrequência, primeiramente, os portais da área da cooperativa equipados com as antenas serão posicionados na área de recepção e expedição de produtos no armazém do Veiling. Com isso, os portais farão a leitura automática das tags RFID implantados nos ativos retornáveis.

O retorno do investimento da Cooperativa Veiling Holambra está programado para um período de dois anos e meio. Somente em logística reversa, a redução esperada é de 40% no tempo gasto com as operações envolvendo a devolução do material circulante.

“O acesso a informações torna-se mais amplo, o que agrega inúmeras vantagens para a logística e para a gestão dos ativos”, destaca a assessora de soluções de negócios da GS1 Brasil, Patrícia Munhoz Botelho do Amaral. ”A solução RFID permite um controle mais efetivo do material que sai e retorna à cooperativa.”

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