Porto de Paranaguá (PR) testa dispositivo eletrônico em carregamentos de carne

Lacre exclusivo para os contêineres refrigerados possibilita acelerar o procedimento de liberação das mercadorias exportadas pelo terminal

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está testando o uso de lacre eletrônico em cargas de carnes para exportação no Porto de Paranaguá (PR). Exclusivo para os contêineres refrigerados, o dispositivo possibilita acelerar o procedimento de liberação das mercadorias exportadas pelo terminal.

De acordo com o diretor empresarial da Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina), Lourenço Fregonese, no primeiro semestre, o Porto de Paranaguá exportou quase 556,5 mil toneladas de carne. Essa movimentação gerou uma receita cambial de quase US$ 1,25 bilhão.

“Nossa principal carne de exportação é a carne de frango. Nesse segmento, somos o segundo porto do País. Investindo e estando abertos às iniciativas de modernização – sejam do governo federal ou da iniciativa privada – temos condição de atrair ainda mais cargas e clientes e, com isso, melhorar a economia de todo o Estado”, diz Fregonese.

O lacre foi apresentado essa semana aos representantes das empresas do ramo que atuam no Porto de Paranaguá. De acordo com o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, a implantação do lacre, em caráter experimental, é imediata.

“O processo começa já na origem da carga, onde o contêiner é lacrado com um ch ip identi¬ficador. Um funcionário da empresa cadastra informações sobre a carga no Vigiagro (Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional) e, assim, a mercadoria já chega no Porto de Paranaguá com todo o processo burocrático realizado”, explica Daniel.

Segundo ele, o dispositivo permitirá que a carga seja rastreada. “Isso garante mais segurança, autenticidade e a integridade da carga”, completa. O projeto do Ministério, em fase de teste também nos portos de Santos (SP) e Navegantes (SC), é chamado de Canal Azul.

Uma das empr esas que exportam carne pelo Porto de Paranaguá, e habilitada para utilizar o lacre nessa primeira etapa, é a Martini Meat. Segundo o gerente comercial Marcelo Ostrowski, atualmente existe certa burocracia que impede maior agilidade nos processos protocolados via papel.

“Foi demonstrado nessa primeira reunião que de uma média superior a 48 horas para liberação de documentos nos portos, esse prazo poderia ser reduzido para pouco mais de duas horas, aliando a verificação da integridade física do lacre e da carga, também com a evolução do processo documental”, comenta.

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