Autoridades devem negociar com as concessionárias para que essa decisão não se transforme em quebra de contrato; aumento nas tarifas entraria em vigor no dia 1/7
Em resposta à pressão exercida pelos protestos populares, o Ministério dos Transportes decidiu suspender os reajustes dos pedágios em rodovias federais que estavam programados para as próximas semanas. A medida ocorre três dias após o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ter anunciado que as praças de estradas paulistas não terão aumento neste ano.
Agora, o governo deve negociar com as concessionárias para que essa decisão não se transforme em quebra de contrato. Quando não aumenta a tarifa do pedágio, o governo pode dar permissão para que a empresa responsável faça menos obras que o previsto, oferecer reajustes maiores depois ou até mesmo ampliar o tempo de contrato.
Segundo o ministro dos Transportes, César Borges, “não há clima para autorizar aume nto”, e por este motivo foi optado o fortalecimento dos trabalhos de revisão tarifária que já estavam em curso na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
A Agência já havia anunciado nesta semana (26/6) o adiamento do reajuste das tarifas de ônibus interestaduais e internacionais, que deveria ocorrer no dia 1/7. Segundo a ANTT, o reajuste ficará suspenso até que as negociações em curso com as permissionárias sejam concluídas.
Com informações do jornal O Estado de S. Paulo


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