Polícia Federal inicia operação contra quadrilha de roubo de carga em sete estados

Polícia Federal inicia operação contra quadrilha de roubo de carga em sete estados

Operação Piratas do Asfalto abrange ações na Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Tocantins e São Paulo; até o final da manhã desta quinta-feira (6/6), 22 envolvidos já haviam sido presos

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A Polícia Federal iniciou nesta quinta-feira (6/6) a Operação Piratas do Asfalto, ação contra uma quadrilha especializada em roubos de cargas nas rodovias do Brasil. Com aproximadamente 200 policiais atuantes, o trabalho está ocorrendo em sete estados simultaneamente, e são cumpridos 35 mandados de prisão (sendo 30 preventivas e cinco temporárias), além de 40 mandados de busca e apreensão. Até o final da manhã, 22 envolvidos já haviam sido presos.

As investigações começaram em fevereiro de 2012, em Tocantins, e permitiram às equipes de policiais identificar a rotina da quadrilha, que atuava na Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Tocantins e São Paulo.

Durante o período investigado, a Polícia estima que a quadrilha tenha causado um prejuízo estimado cerca de R$ 50 milhões.

A quadrilha atua abordando os caminhões ainda em movimento, realizando emboscadas e, em seguida, o sequestro. Também foi detectada a colaboração de alguns motoristas na ação dos bandidos. Os policiais observaram situações em que alguns caminhoneiros responsáveis pelas cargas integravam a quadrilha e desviavam produtos para, posteriormente, registrarem ocorrências policiais.

Especializados no roubo de cargas, os criminosos usavam jammers (bloqueadores de celulares e GPS) para evitar o rastreamento dos caminhões e da carga. A Polícia Federal investiga ainda a possível participação de funcionários das empresas de monitoramento e segurança eletrônica no esquema criminoso.

Durante as investigações, os policiais monitoraram 17 casos de roubo e furto de cargas. Nas ocorrências, a quadrilha roubava desde gêneros alimentícios, eletrônicos a materiais de construção. Nesse período, os policiais realizaram 12 prisões em flagrante, e alguns dos detidos foram postos em liberdade, mas voltaram a ser presos por força de mandados de prisão cautelares.

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