Caminhoneiros anunciam greve geral a partir desta segunda-feira (1/7)

Caminhoneiros anunciam greve geral a partir desta segunda-feira (1/7)

Paralisação tem como objetivo exigir das autoridades subsídio ao óleo diesel, isenção de pedágio em todas as rodovias do País e votação e sanção imediata do Projeto de Lei que aprimora a Lei do Motorista; algumas entidades não aderiram à mobilização

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Com a intenção de pressionar o governo e o Congresso Nacional por melhorias, o MUBC (Movimento União Brasil Caminhoneiro) convocou todo o setor do transporte rodoviário de cargas (motoristas, empresas e cooperativas de transporte e demais serviços relacionados à categoria) para realizarem uma paralisação geral de suas atividades.

A paralisação começa às seis horas da manhã de segunda-feira (1/7) e termina às seis horas de quinta-feira (4/7). Em nota, o movimento recomenda que a pausa nos serviços dure até que as autoridades do Brasil apresentem soluções para as questões nacionais e do setor.

O MUBC exige: o subsídio ao preço do óleo diesel e a isenção para caminhões do pagamento de pedágios em todas as rodovias do Brasil (para baratear preços dos alimentos e produtos); criação da Secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas, vinculada diretamente à Presidência da República, nos mesmos moldes das atuais Secretarias dos Trabalhadores e das Micro e Pequenas Empresas; e votação e sanção imediata do Projeto de Lei que aprimora a Lei do Motorista (12619/12).

O movimento também aconselha a todos os transportadores de cargas que não programem viagens para o período de paralisação, para assim reduzir o número de veículos de carga nas rodovias e eliminar qualquer possibilidade de transtornos aos demais usuários.

Algumas entidades envolvidas no segmento não são a favor da greve. ““A paralisação poderá prejudicar o trabalho que vem sendo realizado por aqueles que desejam realmente melhores condições e dignidade em sua atividade”” comenta Segundo José Araújo “China” da Silva presidente da UNICAM (União Nacional dos Caminhoneiros).

O presidente também afirmou que defende as manifestações populares espalhadas pelo Brasil e o direito legal de greve, “mas não acreditamos em um movimento grevista mobilizado por empresários travestidos de transportadores autônomos, que usam esses profissionais para atingir interesses próprios, se aproveitando de uma oportunidade política no Brasil, com as manifestações populares vistas nas ruas nas últimas semanas.  A melhor forma de mudanças necessárias nas legislações do setor é por meio do debate e da busca por soluções conjuntas”, ressalta.

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