Transportadores do MS querem utilizar portos do Chile

Transportadores do MS querem utilizar portos do Chile

Medida tem como objetivo driblar a ineficiência logística nas unidades portuárias de Santos (SP) e Paranaguá (PR), além reduzir carga tributária; estima-se que projeto de Corredor Rodoviário Bioceânico garantirá a exportação de pelo menos R$ 500 milhões da região Centro-Oeste e de Mato Grosso do Sul pelo Oceano Pacifico

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Representantes do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul e do setor de transportes de cargas do Estado estiveram reunidos no dia 21/5, no Ministério das Relações Exteriores para buscar apoio para o projeto que tem como finalidade viabilizar o chamado Corredor Rodoviário Bioceânico. Estima-se com o trajeto estipulado, estaria garantida a exportação de aproximadamente R$ 500 milhões da região Centro-Oeste e de Mato Grosso do Sul pelo Oceano Pacifico.

Dessa forma, o transporte de cargas por rodovias seria desviado até os portos de Arica e Iquique, no Chile, cruzando 1,6 mil quilômetros em território boliviano e mais 233 quilômetros em terras chilenas. Esses trechos interligados à malha rodoviária brasileira até o Porto de Santos, em São Paulo, elevam para 3,3 mil quilômetros a extensão deste Corredor Bioceânico.

Segundo Cláudio Cavol, presidente do SETLOG MS/ SETCEMS (Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas do Estado de Mato Grosso do Sul), a região Centro-Oeste foi responsável pelas exportações e importações que atingiram o volume de US$ 4,5 bilhões. Na ocasião, o dirigente ressaltou que, na pior das hipóteses, queria que fosse exportado pelos portos do Chile, pelo menos 5% deste volume, o que representa R$ 0,5 bilhão.

Com a medida, a entidade crê em um desafogamento considerável nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), pois deixariam de ser feitas 2,5 mil viagens de caminhão da região central do País para estas unidades portuárias.

Além da questão de infraestrutura, a questão tributária também pesa no projeto. As tarifas portuárias no Chile são 70% menores que as praticadas no Brasil, além de haver a economia no frete marítimo com a redução de entre cinco e oito mil quilômetros e de cinco a seis dias a menos no transporte de mercadorias para a Ásia.

A expectativa é de que sejam exportados até 135 milhões de toneladas de grãos por esta via, principalmente cana-de-açúcar, soja e algodão.

Para Edson Giroto, secretário de Obras Públicas e Transportes de Mato Grosso do Sul, o objetivo da medida é tornar mais competitivos os produtos oriundos do Centro-Oeste.
Está prevista para o mês de setembro uma missão empresarial ao Chile intitulada Rota da Integração, que contará com a participação de 90 pessoas, distribuídas em 30 veículos, que vai percorrer, em dez dias, 5933 quilômetros no Brasil, Paraguai, Bolívia e Chile.

Durante o trajeto, serão feitas reuniões com empresários destes países. No total serão feitas 12 paradas com reuniões políticas e técnicas relativas ao processo de integração regional complementar e logística de transportes, comunicações e serviços com empresários, executivos, entidades públicas e privadas e representações consulares.

Com informações do Correio do Estado

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