Cai tempo de espera para carregar e descarregar no Porto Seco de Foz de Iguaçu (PR)

Entidades de classe, empresa de logística, operadores e órgãos governamentais se mobilizaram para desenvolver uma série de mudanças nos procedimentos; estima-se redução de 30% a 50% no tempo de permanência dos caminhões para as operações de exportação e importação

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Os caminhões que utilizam o Porto Seco de Foz de Iguaçu (PR) estão esperando menos para carregar e descarregar mercadorias. Uma série de melhorias implantadas no local permitiu uma redução de 30% a 50% no tempo de permanência dos caminhões para as operações de exportação e importação no terminal.

Para consolidar esse resultado, a empresa de logística Elog, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a Receita Federal, entidades de classe e uma série de órgãos relacionados às atividades do porto receberam a colaboração dos próprios usuários, que ajudaram com informações de rotina, para que pudessem entrar em um acordo que possibilitasse priorizar algumas atividades e aprimorar as operações.

Agora, na operação de importação noturna, as cargas de grãos têm prioridade no cruzamento da fronteira (Ponte Internacional da Amizade), pois são cargas mais simples de serem avaliadas, por serem fracionadas. Após o despacho dos grãos, outras cargas que demandam mais tempo para análise entram em processo.

“Com esse novo posicionamento de prioridade de carga, ganhou-se agilidade em todos os procedimentos”, explica o gerente do Porto Seco de Foz do Iguaçu, Jorge Luiz da Silva.

Além disso, a distribuição de senhas de atendimento aos caminhoneiros também favoreceu os procedimentos de exportação. O modelo, adotado pela Elog em Uruguaiana (RS), foi trazido para Foz do Iguaçu. Antes, o responsável pela carga recebia uma senha e o caminhão era liberado para esperar no pátio. Com as novas diretrizes, a entrada do veículo só permitida após a emissão da senha, o que ocorre apenas quando o despachante apresenta a documentação completa à estação aduaneira.

Na liberação de cargas de exportação, o tempo médio de atendimento no mês de abril caiu de 27 para 13 horas, se comparado ao mesmo período de 2012. Nas operações de importação diurna, a redução foi de 35%, passando de 57 horas no ano passado para 37 horas em abril de 2013.

O resultado mais significativo foi registrado nas operações de importação feitas à noite. Houve uma redução de 50% de no tempo de permanência dos caminhões: de 18 horas em abril de 2012, para nove horas esse ano.

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