Empresas investem no transporte blindado para vencer roubo

Empresas investem no transporte blindado para vencer roubo

Companhias consolidadas no segmento de soluções em segurança e transporte de valores, como Prosegur e Protege, oferecem soluções de serviços para cargas de alto valor agregado

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De olho na escalada do roubo de cargas em todo o País, empresas de segurança passaram a entender o mercado de transporte como um nicho a ser explorado e fonte de potencial lucratividade. Tradicionais transportadoras de valores estão utilizando seus carros-forte e equipamentos blindados para o transporte de outros produtos, como eletrônicos, medicamentos e outras cargas visadas pelas quadrilhas de roubo de cargas.

A perda com as mercadorias roubadas nas rodovias chega a quase R$ 1 bilhão por ano, segundo estimativas feitas a partir dos dados de órgãos de segurança pública. Além disso, 9% do valor do frete compreendem gastos com segurança e gerenciamento de risco, o que ao todo chega a R$ 16 bilhões anuais.

Se por um lado a criminalidade não dá sinais de enfraquecimento expressivo, por outro, os números da realidade transformam a atividade em um ramo bastante convidativo. No Brasil, este setor de transporte de cargas valiosas foi por muitos anos liderado pela norte-america na Brinks, que trabalha atualmente com 22 caminhões e 14 vans, todos blindados. Segundo gerente de logística global da Brinks, Roberto Martins, esse serviço avança 30% ao ano.

Levando em consideração esse panorama, companhias como a Protege e a espanhola Prosegur estão ingressando ao mercado de cargas valiosas com investimentos pesados e oferecendo know-how de todo o sistema de prevenção e proteção.

Para competir nesse mercado, a Protege lançou um serviço capaz de carregar aproximadamente R$ 10 milhões em produtos em um caminhão blindado. O veículo é tripulado por uma equipe de quatro vigilantes armados e treinados, como exige a Lei. Desta forma, o contratante dispensa a necessidade de um veículo de escolta e outros gastos.

“Se transportamos dinheiro de forma segura, podemos carregar qualquer produto com a mesma sublimidade”, comenta Mário Baptista de Oliveira, diretor-geral do Grupo Protege. De acordo com o executivo, o ingresso da empresa nesse segmento nasceu de uma negociação com um dos atuais clientes da companhia, que transporta insumos nas redondezas de Campinas (SP).

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A Protege tem como meta investir cerca de R$ 10 milhões em frota nos próximos dois anos. Objetivo é fechar 2013 com dez caminhões em operação, enquanto que, para 2015, empresa deva ter 25 unidades.

A Prosegur entra no segmento oferecendo quatro modelos de veículos que são utilizados de acordo com a necessidade de cada cliente. A frota, toda blindada, inclui desde caminhão truck a carreta de 18 metros com alta capacidade volumétrica.

“Entramos no segmento após verificarmos a grande necessidade de contratar esse tipo de serviço por conta do valor agregado. Recentemente, adquirimos cinco novos caminhões, que serão voltados para essas operações de transporte. Nós temos a pretensão de expandir, o que depende da demanda, e até o momento tem sido grande”, comenta Rosana Albino, gerente de logística de cargas especiais da Prosegur, que conta com um cavalo mecânico Mercedes-Benz Atron com a mesma blindagem dos carros-forte e completo aparato de segurança eletrônica, com câmeras de bordo e rastreamento redundante.

Sérgio França, diretor de negócio de logística de valores da Prosegur, frisa que a companhia se dispõe operar com qualquer produto dispendioso. “Transportamos desde celulares, notebooks, sensores, medicamentos, chips, até bens que contenham metais preciosos e gemas ou que tenham altos índices de sinistralidade”.

Outra empresa que vem investindo na ênfase em segurança é a Carga Blindada. Por conta da eliminação de outros custos, a apólice de seguro da transportadora é de R$ 3 milhões, ao contrário do que acontece no transporte convencional de carga, onde a cobertura máxima praticada é de aproximadamente R$ 1,5 milhão. “Operamos com frota 100% blindada. Com este método, pode-se reduzir o risco de roubos em 80%”, salienta o presidente da transportadora, Victor Venneri.

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