Boeing 787 Dreamliner tem voos suspensos em três continentes após falhas

Boeing 787 Dreamliner tem voos suspensos em três continentes após falhas

Falhas causadas por problemas relacionados a baterias levaram os órgãos de segurança da aviação de três continentes suspenderem voos com a aeronave até que a segurança das operações seja comprovada

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Companhias aéreas em redor do mundo trabalhavam nesta quinta-feira (17) para rearranjar voos depois que Europa, Japão e Índia se juntaram aos Estados Unidos na suspensão dos voos do jato 787 Dreamliner, da Boeing, para investigação de problemas relacionados a baterias.

O avião tem sido afetado por problemas recentes: seis ocorrências nos últimos 10 dias, que incluíram um pouso de emergência de um voo da All Nippon Airways (ANA) na quarta-feira (16) depois que luzes de alerta indicaram problemas em uma bateria, levantando preocupações sobre o uso de baterias de íon de lítio no modelo.

A agência de aviação dos EUA, FAA, decidiu manter em terra temporariamente o mais novo avião comercial da Boeing, afirmando que as companhias aéreas teriam que demonstrar que as baterias são seguras antes que os jatos possam voltar a voar. A FAA não deu detalhes sobre quando isso poderá acontecer. Outras autoridades nacionais seguiram a decisão.

A medida é a primeira do tipo contra um avião de passageiros norte-americano desde que o DC-10, da McDonnell Douglas, teve seu certificado suspenso após um acidente fatal em Chicago, em 1979.

A Boeing vendeu cerca de 850 unidades do novo avião e 50 já foram entregues até agora. Cerca de metade destes estavam em operação no Japão. O restante está em poder de companhias aéreas na Índia, América do Sul, Polônia, Catar e Etiópia, e também nos Estados Unidos. O avião tem preço de tabela de US$ 207 milhões.

Com a maior parte da frota do Dreamliner em terra, engenheiros e autoridades estão fazendo inspeções de urgência, principalmente sobre as baterias e complexos sistemas eletrônicos do modelo, e companhias aéreas estão tentando preencher os buracos em suas programações de voos.

Segundo a Mizuho Securities, manter todos os 787 em terra pode implicar em custo somente para a ANA de mais de US$ 1,1 milhão por dia.

Autoridades no Japão e na Índia afirmaram que não está claro quando o Dreamliner poderá voltar a operar. Um porta-voz da Agência Europeia de Segurança da Aviação afirmou que a região vai seguir a decisão da FAA. No continente, apenas a polonesa LOT Airlines tem o 787 em sua frota. A empresa informou que vai buscar ressarcimentos por eventuais perdas junto à Boeing.

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