Distribuidoras de combustíveis investiram R$ 1 bi em infraestrutura em 2012

Demanda crescente de combustível provocou gargalos no abastecimento. Recursos visam a construção de tanques e melhorias nos polos de cabotagem

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As distribuidoras de combustíveis associadas ao Sindicado Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (BR, Ipiranga, Raízen e Ale) fecharão o ano de 2012 investindo mais de R$ 1 bilhão em infraestrutura na esperança de solucionar os gargalos logísticos no abastecimento de combustível no país, segundo a entidade.

O valor é três vezes maior do que foi investido em 2009, segundo Alisio Vaz, presidente-executivo do Sindicom.

“De exportador, o Brasil passou a ser importador para completar a produção nacional. A demanda em ritmo acelerado por combustível no país provoca gargalos no abastecimento”, disse.

Os polos alternativos de abastecimento no país, onde as distribuidoras podem comprar combustível, em geral ficam distantes dos mercados, obrigando a uma logística que envolve desde caminhões-tanque a navios.

“A mobilização da frota é difícil. A exportação de etanol aumentou, usando cada vez mais caminhões-tanque. Quando o combustível vem de navio, pode sofrer atrasos, causando prejuízos aos donos de postos de gasolina. A demanda cresceu de 20% a 30% nos últimos três anos com a mesma capacidade de movimentação de cargas”, disse.

O investimento em infraestrutura de abastecimento se dará principalmente na construção de novos tanques de estoque e na melhoria dos polos de cabotagem ao longo da costa brasileira.

Segundo o Sindicom, a média da carga tributária que incide sobre os preços dos combustíveis chega a 34,3% na gasolina, 20,6% do diesel, 10,1% no etanol, em São Paulo, onde o ICMS é mais baixo que nos demais estados (12,4%) e fora de São Paulo os tributos sobre o preço do etanol atingem 27,8%.

Com informações do Portal G1

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