Soninha Francine: o caminhão não é o culpado pelo congestionamento

Entrevista com a candidata à Prefeitura de São Paulo nas eleições 2012. O Portal Transporta Brasil buscou as propostas e opiniões dos candidatos sobre o transporte e a logística na cidade, envolvendo temas como mobilidade urbana, caminhões, trânsito, transporte coletivo e regras para a circulação de pessoas e mercadorias pela maior cidade do Brasil

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Candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha acredita nos transportes alternativos e na consciência de todos para uma melhor convivência no trânsito. Sua plataforma de governo inclui projeto para reduzir as distâncias entre a casa dos trabalhadores e seus locais de trabalho. Leia a entrevista na íntegra:

Portal Transporta Brasil: Em seu plano de governo como serão conduzidos os projetos relacionados às plataformas logísticas no entorno da cidade?

Soninha Francine: A gente tem que reservar locais. E pode fazer isso com parceria Público-Privada. A prefeitura pode ceder uma área publica para que uma empresa construa e opere um terminal, uma plataforma logistca de transbordo, de abastecimento e redistribuição. A prefeitura tem que pensar nisso também antes que seja tarde. Tem que ver as conexões do Rodoanel com as Rodovias, pensar nos grandes pólos consumidores e as grandes centrais de distribuição, onde que elas já estão localizadas. Entao tem que ter um olhar, previsto até no Plano Diretor. A prefeitura tem que olhar não só para as demandas de passageiros, para origem e destino das viagens de pessoas, mas para origem e destino das cargas, das mercadorias. Então se a gente demorar muito para fazer este plano, já não vai encontrar espaços adequados para instalar essas plataformas.

Portal Transporta Brasil: Qual é sua opinião sobre as restrições aos caminhões na cidade? Seu plano de governo contempla a manutenção destas medidas?

Soninha Francine: Muito mal feitas, muito mal feitas. Acho que uma coisa compreensível é você escalonar os horários para tentar distribuir o fluxo da melhor maneira ao longo do dia. Mas as restrições que foram impostas aos caminhões foram completamente injustas, irracionais. O caminhão não é o culpado pelo congestionamento. O culpado pelo congestionamento é o excesso de veículos, de automóveis particulares principalmente. O caminhão nunca está em um lugar para atender uma necessidade do motorista. O caminhão é um prestador de serviços para a cidade, para várias pessoas, para o comércio, para a construção civil, para o abastecimento, para a entrega de mercadorias. Então, elegeram o caminhão o grande obstáculo na cidade e o caminhão ele trabalha para a cidade. Não foi o motorista que decidiu: ah, hoje eu vou de caminhão e vou pelo centro. Então você tentar limitar a circulação de caminhões mais pesados, tirar eles do horário de pico, também da região central isso é compreensível. Mas os limites estabelecidos não foram bem estudados, acabaram criando uma série de transtornos. Porque a mercadoria, ela chega a algum lugar, ela tem que ser descarregada. Às vezes, a carga e a descarga são operações barulhentas que só podem acontecer em um horário em que as pessoas já querem repouso, em um horário em que a empresa já não estaria funcionando. Foram criados vários transtornos para o setor de carga, que são transtornos para a cidade toda. Tem carga e descarga de material pesado da construção civil acontecendo às nove horas da noite, porque antes disso o caminhão não conseguiu chegar lá. Você tem mudanças que levavam um dia e que agora levam dois, porque muito antes de acontecer a mudança, o caminhão já tem que sair, já não pode ficar ali dentro daquele perímetro. Então são muitos transtornos. Tem que reajustar o rodízio, o horário tem que ser diferente, a metragem tem que ser diferente. Você não pode proibir o VUC de 7,2m, por causa de 1m a mais você prejudica muito várias empresas transportadoras, várias tiveram que trocar um grande veículo por 10 veículos pequenos, quer dizer, grande vantagem, você ainda tem mais veículos em circulação. Essa foi uma medida muito equivocada da gestão atual.

Portal Transporta Brasil: Um dos problemas da mobilidade urbana é o fato de as pessoas morarem longe do trabalho e não haver transporte público de qualidade. Quais são seus projetos para melhorar a mobilidade na cidade?

Soninha Francine: Sim, é o projeto principal nosso, desde 2008, que é justamente reduzir as distâncias. Se milhões de pessoas tiverem que atravessar a cidade todos os dias, não há transporte coletivo que de conta, não há sistema viário que de conta. Então a gente precisa garantir que na região central da cidade, ou na região mais próxima ao centro da cidade sejam produzidas moradias para famílias com renda de até seis salários mínimos. Porque se a prefeitura não fizer isso, não tomar uma providencia para garantir a possibilidade de haver imóveis mais baratos na região central, o mercado vai tomar todo o espaço livre que tiver, e só vai construir moradia de alto padrão. Porque é isso que a gente vê hoje em dia, né. A gente vive em um mundo em que ter carro zero está cada vez mais fácil, e ter casa própria está cada vez mais difícil. O carro fica mais barato e o imóvel cada vez mais caro. Então você pode ver que hoje em dia um apartamento de um, dois dormitórios, ou o que antigamente se falava quitinete, mas hoje eles chamam de “single”, se for bem localizado, custa caro demais para uma família que tem a renda mais baixa. A tal da nova classe média consegue comprar uma TV de tela plana na prestação, mas não consegue dar entrada em um apartamento razoável. Então você tem que garantir que os lugares da cidade que já estão mais abastecidos de serviços públicos e de atividade econômica, quer dizer, onde tem mais emprego e oportunidade de trabalho, tenha também apartamentos mais modestos e acessíveis para estas famílias. E tem que incentivar a atividade econômica na periferia, nas portas da cidade. Agora, já tem um tempão que tem uma lei de incentivo ali para a Zona Leste, para a região de Itaquera, que dá desconto de imposto de IPTU, ISS, IPVA, para as empresas que se instalarem lá e portanto gerarem empregos lá, mas isso é pouco! A prefeitura tem que fazer mais do que isso. Alem de dar desconto em imposto para que as empresas se instalem nessas regiões que tem muito pouco emprego ainda, em relação ao tamanho da população. Tem que oferecer condições de infraestrutura para as empresas se instalarem, tem que garantir a qualificação de mão de obra, para que aquelas pessoas da região realmente consigam preencher aqueles novos postos de trabalho, tem que montar uma estrutura de apoio ao empreendedorismo, porque muita gente tem o seu pequeno negocio, a sua pequena e microempresa. Não é todo mundo que vai achar um emprego formal. Tem gente que tem outro perfil, de empreendedor. Então a prefeitura tem, nas regiões mais desfavorecidas da cidade, tem que dar assessoria administrativa, contábil, jurídica, e tem que identificar exatamente que setores econômicos que ela vai incentivar. Então a gente vai precisar cada vez mais de desenvolvimento de ferramentas e aplicativos para celular, para tablets, para o computador, inclusive no serviço público. Então essa é uma área que a prefeitura tem que incentivar muito. Não adianta ela pensar só no modelo antigo de desenvolvimento, no emprego industrial, da industria automobilística. Ela tem que pensar nestas novas indústrias que são super necessárias e promissoras

Portal Transporta Brasil: São Paulo emplaca mais de 800 carros por dia, gerando grande concorrência pelo viário urbano. Como enfrentar este problema?

Soninha Francine: Por um lado é lógico que a gente ainda tem muito que melhorar no transporte coletivo. A minha prioridade absoluta na prefeitura é melhorar o transporte de ônibus. A gente passou a campanha de 2008 com todo mundo prometendo quem fazia mais metrô, mas a obrigação da prefeitura é melhorar o sistema de ônibus. E se ela fizer isso direito, o corredor de ônibus pode funcionar tão bem quanto o metrô funciona. Com regularidade, com carros maiores, mais espaçosos, com intervalos previsíveis. Então tudo isso pode acontecer. Então assim, você melhorando a qualidade dos corredores e fazendo novos corredores, você já consegue atrair mais algumas pessoas que não aguentam mais ficar presas no congestionamento, mas que olham para o transporte coletivo e falam: não da, não tem condições. Aí você precisa também criar condições melhores para integrar os automóveis ao sistema de transporte coletivo. Hoje você tem pouquíssimas garagens para automóveis próximas as estações de metrô ou de trem. São muito poucas e muito mal localizadas. Não adianta você ter uma garagem próxima ao metrô Marechal Deodoro que já fica no centro, no meio do congestionamento. Tem que ser na Barra Funda, tem que ser na Vila Madalena, quer dizer, fora da região central você precisa ter mais garagens para integrar o automóvel ao metrô, o automóvel ao trem, e também o automóvel às linhas de ônibus fretado. A prefeitura resolveu restringir muito os fretados. Eu acho que a prefeitura tem que sim, regulamentar os fretados, mas inclusive oferecer linhas especiais de ônibus fretados para as pessoas deixarem o carro. Então, assim como você tem aquelas linhas especiais da EMTU, do aeroporto de Guarulhos até o terminal Tietê, o terminal Barra Funda, República, você pode criar outras linhas de fretado que substituam as viagens de automóvel. E provavelmente, embora ninguém goste de falar neste assunto, provavelmente a gente vai ter que criar restrições de automóvel na região central. Porque o próprio excesso dos automóveis dificulta a circulação de ônibus e taxi. Então o taxi fica mais caro, o ônibus fica mais lerdo, porque eles enfrentam o congestionamento. Então na região central quanto menos automóveis particulares a gente tiver, melhor, para que os outros meios consigam circular de fato. No centro, o espaço viário é o mais apertado que tem, o centro é a região mais antiga da cidade, então lá a gente tem que dar prioridade total para o transporte coletivo, transporte público, o não motorizado e a locomoção à pé.

Portal Transporta Brasil: Qual é o seu plano majoritário para reduzir o Custo São Paulo, que inclui as demoras por congestionamentos, a falta de segurança, os caros insumos e o ambiente inóspito para o negócio de transportes?

Soninha Francine: Eu costumo dizer que a gente precisa usar a inteligência, porque faltam muitas coisas em São Paulo, no Brasil, é lógico que faltam. Mas pior é a gente desperdiçar o que já existe. Então aí entra logística, para fazer o melhor uso possível da infraestrutura. Se a gente criar mais empregos na periferia, por exemplo, ou se a gente aquecer a atividade econômica na periferia, não só você vai evitar necessidade de longos deslocamentos das pessoas, mas você também começa a criar um movimento no contrafluxo. Se você tiver muito mais empregos em Guaianazes, você pode ter gente indo de Itaquera para Guaianazes para trabalhar. Então hoje o trem de manhã vai lotado no sentido leste-centro, e volta vazio no sentido centro-leste. Então a gente pode fazer com que ele esteja menos lotado no sentido leste-centro, e não fique completamente vazio no sentido centro-leste. Então se você criar atividade econômica na região metropolitana, nas periferias, no extremo leste, noroeste, sul, não só diminui no sentido fluxo, mas cria um contrafluxo, e isso já vai ser muito bom. Nessa mesma linha de criar empregos, a gente tem que criar portos e possibilidades de abastecimento. Você tem lugares em São Paulo que tem pouquíssimas oportunidades das pessoas fazerem compras, das pessoas usarem serviços que elas precisam, tanto que eu já fui em lugares da periferia que as pessoas reivindicavam um shopping Center, porque elas sabem que no shopping Center tem lazer, tem restaurante, tem comércio, tem banco 24h, tem sapataria instantânea. Então até criando um posto de trabalho, e criando também essas áreas comerciais, tipo shopping a céu aberto, ruas comercias na periferia, a gente vai diminuir muito a necessidade de deslocamento, tanto de pessoas quanto de mercadorias. O rio é subutilizado. A gente demorou para pensar em uma forma de usar, o Tietê principalmente, também como forma de circulação de pessoas e de mercadorias. Então essas mudanças estruturais mesmo, essa redistribuição de pessoas, empregos, comércios e serviços pela cidade vai fazer com que a estrutura que a gente já tem funcione muito melhor, e você tenha um ganho de produtividade, as empresas de um modo geral, e dos serviços públicos também. E ai tem outra coisa que também é muito séria no custo São Paulo, no custo Brasil, que é a burocracia. Qualquer um que queira obter honestamente um alvará de obra, reforma, construção, demolição, qualquer um que queria obter honestamente uma licença de funcionamento, vai sofrer, vai ficar um tempão indo e voltando da prefeitura, do cartório para conseguir regularizar a sua obra e o seu negócio. Isso tem um custo absurdo. É um desperdício também de recursos, de tempo. E encarece mesmo o empreendimento. Então a gente precisa reduzir muito a burocracia, tornar os processos muito mais informatizados, transparentes. Porque além de você reduzir o tempo de tramitação, você reduz também a possibilidade de corrupção, porque quanto mais enroscado um processo, maior a tentação de você recorrer a alguém que de um jeitinho.

Portal Transporta Brasil: Você acha que a inspeção veicular é uma ação benéfica para a cidade? Manterá esta exigência caso seja eleita?

Soninha Francine: A Inspeção Veicular tem que ser feita, é até uma determinação nacional, é uma resolução do CONAMA, o Conselho Nacional do Meio Ambiente. O problema é que ela funciona mal. Você tem critérios muito desiguais. Você tem uma super exigência dos automóveis a partir de uma determinada data de fabricação, e ao mesmo tempo uma tolerância completamente descabida aos veículos em pior estado aqueles que estão completamente irregulares, eles também não tem  qualquer preocupação com a inspeção veicular, e são os que tem maior impacto de tudo: de ruído, de insegurança, de emissão de poluentes. Então a gente tem que fazer uma inspeção veicular mais eficaz e mais justa. Ela não pode penalizar, ela não pode ser um transtorno na vida, exatamente de quem está tentando fazer tudo certo.

Portal Transporta Brasil: Você é favorável ao pedágio urbano?

Soninha Francine: Essa não é uma decisão que o prefeito possa tomar sozinho. Ele tem duas possibilidades: ou ele manda um projeto de lei para a Câmara Municipal, e aí a Câmara que tem que dizer se vai ser aprovado ou não, se vai ter pedágio urbano ou não; ou ele pode consultar diretamente a população a respeito disso na forma de um plebiscito. E para isso tem que explicar muito bem para as pessoas o que é pedágio urbano. Tem gente que acha que pedágio urbano é você sair de casa e pagar para andar na rua, e não é isso. Pedágio urbano é uma forma de cobrar dos automóveis particulares que circulam na região central por este uso desproporcional que eles fazem do espaço urbano. Quer dizer, quem vai dentro do ônibus, está pagando R$ 3,00 para ocupar um espaço de 1m², nem isso. Quem vai de carro, ocupa sozinho o espaço de 20 passageiros de ônibus. Então é uma cobrança pelo direito de usar o espaço viário de forma privilegiada. Porque quem está de automóvel particular na região central, está fazendo exatamente isso. E esse recurso viria, justamente para melhorar as condições do transporte público, do transporte coletivo. Então, ao mesmo tempo ajuda a reduzir o congestionamento, porque as pessoas, assim como elas fazem no horário de rodízio, eles se reprogramam, elas dão um jeito, para não ter que circular no centro e pagar o pedágio, e as outras que decidirem que vão pagar o pedágio, elas vão ser beneficiadas porque o congestionamento diminui, e o congestionamento é a coisa mais cara que tem para a sociedade, para o motorista, para todo mundo, e porque, mesmo pagando pedágio, sai mais barato. Aí as pessoas acham o seguinte: ah não, mas é mais uma taxa para penalizar os pobres. Meu, quem de carro hoje no centro, fica um tempão parado no congestionamento e ainda paga uma fortuna de estacionamento, não é pobre. O pobre está no ônibus, está na bicicleta, o pobre está a pé, está no metrô, no trem. Quem vai de carro hoje para o centro paga R$ 30,00 por duas horas, três horas de estacionamento. Então não é para o pobre pagar pedágio urbano. É para quem tem carro e ocupa uma área VIP na região central. Agora se a câmara municipal for contra, e a população não aceitar isso de jeito nenhum, então não vai ter pedágio urbano. Mas acho que vai chegar um dia que as pessoas vão falar: não, tem que ter pedágio urbano. E outra coisa que as pessoas tem medo é que vai ter uma cancela em cada avenida e uma fila para pagar pedágio. E não é isso né. É naquele sistema do Sem Parar. Você tem sensores que identificam o veiculo particular quando ele passa por um daqueles pontos de controle e entra na região pedagiada que é só na região central mesmo. Não é a cidade toda, não é o dia todo, não é para o ônibus, não é para o taxi, não é para a moto. É só para o automóvel particular. E quem mora na região pedagiada tem acesso livre, é lógico né. Voce não pode cobrar o cara só porque ele está saindo de casa ou voltando para casa.

Portal Transporta Brasil: Como enfrentar o grande número de mortes de motociclistas na cidade?

Soninha Francine: Eu sou uma usuária da motofaixa da Avenida Sumaré, e é muito bom, eu me sinto muito segura ali. Existem várias outras avenidas que a gente tem que estudar seriamente, fazer um projeto para valer, para colocar a moto faixa. Mas não para fazer a experiência que foi feita na 23 de maio, que foi bloquear uma faixa inteira de rolamento para as motos. Claro que o resultado foi caótico. Então a gente tem que redesenhar as faixas, mudar a velocidade máxima dos automóveis se for o caso, para poder ter faixas mais estreitas, enfim. É um estudo de engenharia que precisa ser feito para colocar a moto faixa onde elas são necessárias. Além disso, você tem que fiscalizar as empresas que contratam os motofretistas, porque, se elas impõem um ritmo de trabalho para eles que é impossível de ser cumprido pilotando com segurança, então não dá, eles vão continuar arriscando o pescoço para conseguir ganhar o mínimo que eles precisam para sobreviver. Então a gente precisa fiscalizar as empresas que contratam a mãe de obra de motoboys, quem terceiriza tem que ser responsabilizado também. Você mesmo, você não pode contratar um motoboy, um motofretista e que se dane, eu quero a minha encomenda aqui na hora e o resto não é problema meu. Então nós temos que ser responsáveis pela honestidade e pela regularidade das empresas que contratam motoboys. E uma coisa que vai melhorar muito as condições de trabalho deles, sem nenhuma dificuldade para a prefeitura, é criar mais bolsões de estacionamento e começar a exigir que os prédios comerciais tenham vaga reservada para o motoboy também. Porque muitas vezes ele tem que fazer uma entrega, tipo na região da Paulista e é só deixar um documento, protocolar na portaria e ir embora. O que levaria cinco minutos leva muito mais tempo e é muito mais estressante, porque ele tem que ficar dando voltas e mais voltas até achar um lugar para parar a moto. Então se a gente melhorar a condição de estacionamento, ele vai ganhar muito tempo no dia de trabalho dele, e vai poder dirigir em condições mais seguras. E outra coisa é que assim, essas exigências que a Lei Federal impôs para os motofretistas, que alias o certo é a gente lutar politicamente para rever porque também tem exigências que não tem sentido, mas então que a prefeitura possa financiar, é uma atividade produtiva que eles fazem, é trabalho. Então que tenha uma linha de crédito que permita ao motoqueiro trocar sua moto por uma em melhores condições, colocar o baú conforme a lei exige, para que também eles possam continuar trabalhando dentro da lei. Se a gente empurrar os motoqueiros para fora da lei, vai ficar cada vez mais difícil garantir a convivência saudável na rua.

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