Setor aéreo latino-americano é o menos seguro do mundo

Setor aéreo latino-americano é o menos seguro do mundo

Relatório de órgão ligado à ONU relata que erros de pilotos e problemas mecânicos foram os principais motivos dos 15 acidentes aéreos na região no ano passado

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A avaliação oficial da segurança aérea da América Latina, descrita no relatório da Organização Internacional da Aviação Civil (OIAC), órgão ligado à ONU, que será analisado para aprovação em uma reunião em Santiago, Chile, esta semana, mostra mais acidentes com aviões comerciais em 2011 do que em qualquer outra parte do mundo.

Uma versão preliminar do relatório diz que erros de pilotos e problemas mecânicos foram os principais motivos dos 15 acidentes aéreos na região no ano passado. Apenas as empresas aéreas e os aeroportos da África e da ex-União Soviética, notoriamente perigosos, tiveram uma taxa maior de acidentes com aviões comerciais.

Executivos das aéreas e entidades reguladoras na América Latina dizem que estão fazendo progressos, já que não houve nenhum acidente fatal com grandes jatos no ano passado, e as estatísticas gerais de segurança para 2012 mostram melhora acentuada até agora.

Na semana passada, um Airbus A321 da salvadorenha TACA Airlines, com mais de 150 pessoas a bordo, teve alguns pneus estourados ao pousar em uma pista molhada em San José, na Costa Rica, e depois derrapou na pista, acabando com o nariz perpendicular à linha central.

Especialistas da região, porém, destacam que veem tendências positivas. “Sim, continuamos a ter acidentes, mas definitivamente estamos vendo melhoras” desde 2008, quando entraram em vigor iniciativas regionais de segurança, disse Loretta Martin, diretora regional da Organização Internacional da Aviação Civil.

O relatório cita três acidentes a mais na região do que em 2010, e cinco a mais que em 2009, o levantamento destaca também que, em 2011, um de cada 250.000 voos de companhias aéreas comerciais na América Central, do Sul e no Caribe se envolveu em um acidente grave, um índice cerca de 20% maior que no ano anterior.

Os especialistas agora temem que as mesmas deficiências e perigos que tradicionalmente tornavam arriscado voar na região possam reaparecer, já que o tráfego aéreo vem crescendo rapidamente. Entre os riscos citados pelos especialistas estão: a derrapagem de aeronaves em pistas molhadas, equívocos ligados à automação, que fazem os pilotos perderem o controle do avião em pleno ar, e o risco de choque contra as montanhas da região.

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