Cade impõe meta para fusão entre Gol e Webjet

Gol terá que se comprometer a limitar a 15% os cancelamentos no Aeroporto Santos Dumont, no Rio

Tribunal de Justiça de SP responsabiliza empresas aéreas por poluição em Guarulhos
Fusão de TAM e LAN Chile deve ser finalizada até março de 2012
Delta Air Lines cancela encomenda de 18 jatos da Boeing

Para poder integrar suas operações com as da Webjet, cuja compra foi anunciada em julho de 2011, a Gol Linhas Aéreas terá que se comprometer a limitar a 15% os cancelamentos de cada um de seus horários de voos previstos no Aeroporto Santos Dumont (RJ).

A exigência foi imposta pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que aprovou por unanimidade a compra, anunciada pela Gol em julho do ano passado.

Como punição, caso não alcance esse patamar mínimo de eficiência, a Gol será obrigada a devolver à Anac 2 dos 142 slots que as duas companhias possuem, juntas, no Santos Dumont, (cada slot é uma permissão para realizar um pouso ou uma decolagem por dia no aeroporto).

De acordo com Ricardo Machado Ruiz, conselheiro do Cade e relator do caso, a medida é uma forma de evitar que a Gol deixe horários ociosos no Santos Dumont e impeça a entrada de novos concorrentes.

“Até agora a empresa não tinha custo nenhum caso decidisse não usar aquele horário. O custo agora é a perda do slot. Isso vai estimular a Gol a vender. Ela vai ter de encher o avião para não cobrir o custo de movimentação da aeronave, que é alto”, diz.

Dos 20 aeroportos analisados pelo Cade para medir o impacto da compra, apenas Santos Dumont e Congonhas, em São Paulo, não comportariam a entrada de um novo competidor do porte da Webjet, por já operarem no limite de sua capacidade.

A contrapartida para a aprovação da fusão ficou restrita ao Santos Dumont, já que no aeroporto de Congonhas a Webjet operava apenas aos finais de semana e sua contribuição para o tráfego total era muito pequena.

Caso a Gol não concordasse com a assinatura do Termo de Compromisso, a empresa teria de devolver pelo menos 24 slots à Anac para viabilizar a entrada de um novo concorrente, explicou Ruiz.

COMMENTS