Movimento grevista não parou o Brasil

Movimento grevista não parou o Brasil

Entidade que organizou a greve admite eventual fracasso da manifestação, que teve poucas adesões, com focos de parada em alguns Estados

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Trecho da BR-101 em Linhares (ES), local onde houve focos de parada por causa da greve. Foto do Portal Ouro Negro feita por Tiago Cau

A greve dos caminhoneiros convocada para ontem (25) pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), liderado por Nélio Botelho, não teve a força prevista por seus organizações. A entidade, que anunciou a greve para o Dia do Motorista, luta contra o fim da carta-frete e a implementação do novo sistema de pagamento de fretes aos autônomos e pede um ano para que o setor se adapte à regulamentação da profissão de motorista, de acordo com a Lei 12.619.

Em todo o Brasil, alguns focos da manifestação foram detectados, como nos Estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Segundo relato de fontes policiais, as manifestações ocorreram de forma pacífica e houve poucos pontos de bloqueio nas rodovias devido à greve.

Diversas concessionárias de rodovias recorreram à Justiça para garantir o fluxo e evitar que houvesse interdições. Em uma das ações, impetrada no Rio Grande do Sul, o MUBC estava sujeito ao pagamento de R$ 50 mil por hora de bloqueio.

Em comunicado assinado por Nélio Botelho, no site do MUBC (www.uniaobrasilcaminhoneiro.org.br), a entidade reconhece o eventual fracasso da manifestação e lamenta a falta de união do setor. “Existe a preocupação e até mesmo o desespero da maioria, de que caso a manifestação não atinja os seus objetivos, provoque uma situação pior do que está. Existe uma revolta geral em relação à irresponsabilidade dos transportadores nessa hora decisiva para o futuro de todos. A expectativa é de que todos revejam as suas posições, entendam a gravidade da situação e que, até amanhã tenham aderido à manifestação, que é cem por cento responsabilidade de cada um (…)”, diz a publicação.

O movimento promete ainda para hoje a continuidade das manifestações e espera maior adesão nesta quinta (26). Acompanhe aqui no Portal Transporta Brasil.

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