Vendas de caminhões avançam mais que produção e desestocagem já passa de 13 mil unidades

Vendas de caminhões avançam mais que produção e desestocagem já passa de 13 mil unidades

Defasagem de vendas em comparação com 2011 já chega a 30 dias. Fabricação caiu 23,4% a menos que no ano passado e as vendas recuaram 8,1% no mesmo período, revelam dados da Anfavea

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Rígidos de 17 t representam entre os semipesados
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O mês de abril terminou e o desempenho da produção de caminhões no ano continua a apresentar queda expressiva em comparação com o ano passado. De acordo com os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as montadoras fabricaram 11.586 veículos no Brasil durante o mês passado, um número 23,4% menor que o registrado no mesmo período de 2011.

Com isso, na somatória do ano, a retração da atividade dessas empresas está 30,3%. Enquanto isso, o numero de licenciamentos de veículos nessa categoria também está em baixa na comparação com o ano passado. Porém, o ritmo de queda é menor, o que indica a continuidade do processo de desestocagem verificado no ano passado.

Somente em abril, foram emplacadas 11.113 unidades, queda de 17,8% e no acumulado de janeiro a abril o recuo é de 8,1%. Se considerar as exportações de caminhões, 1.535 em abril e de 7.325 no ano, o saldo de vendas fica negativo em 1.062 unidades vendidas a mais do que o numero de produzidas. No ano esse número já alcança 13.168 veículos produzidos localmente nos pátios das empresas. Já as importações impactaram de forma nem tão expressiva assim, com 1.989 veículos trazidos de fora do país este ano.

As nove companhias que mantêm produção em território nacional fecharam o primeiro trimestre com 47.605 unidades vendidas, um volume um pouco acima do volume comercializado no primeiro trimestre do ano passado, ou seja, a defasagem de vendas em relação a 2011 está em cerca de 30 dias. No primeiro quadrimestre do ano passado foram licenciados 52.850 caminhões.

O processo de desestocagem no segmento de caminhões deve-se a alta atividade no ano passado inteiro para abastecer o mercado de caminhões Euro 3, pois em janeiro começou a valer as regras para o Euro 5, cerca de 15% mais caro que o anterior, em média, dependendo da marca. O nível de estoques estava 20% mais elevado na virada de 2011 para 2012.

Como resultado dessa desaceleração brusca na atividade deste ano, até abril, a produção de semileves recuou mais, atingindo 59,2%, a de leves passou de 48,4% para 50% negativo e a de médios em apresentou leve recuperação, mesmo assim a taxa de queda ainda está em 49,8% ante os 55,1% do acumulado no primeiro trimestre do ano passado. O segmento de pesados e semipesados mantiveram recuos mais suaves, 24,1% e 14,2%, respectivamente, o que aliviou o indicador médio de produção no Brasil. Já as vendas caíram 10,9% em semileves, 7,2% para a categoria dos leves, médios continuam em alta, dessa vez em 5,4%, queda de 9,3% para os semipesados e de 16,4% na categoria pesados.

Ranking

No ranking de vendas, nada mudou. A MAN continua na liderança com 14.969 unidades, a Mercedes-Benz segue na vice-liderança com 12.588. Bem atrás está a Ford, com 7.974 veiculos, e a Volvo, com 4.687 unidades. A Iveco está em quinto lugar, com 3.932 caminhões. A Scania segue em sexto lugar, com 3.085 unidades novas nas ruas.

Ônibus e automóveis

Na categoria transporte de passageiros (incluindo chassis), o desempenho das vendas reverteu a curva de alta registrada até o final de março. De janeiro a abril houve um recuo de 1% na comparação com 2011, isso porque em abril as vendas recuaram 29,1% quando se olha para o volume de março e em 20,5% quando a base de dados analisada é a de abril do ano passado. No ano foram comercializadas 10.647 unidades.

Já no mercado de automóveis a dinâmica se mostra inversa com o aumento dos estoques de veículos, que segundo o presidente da Anfavea, Cledovino Belini já alcançou os níveis da crise de 2008. No consolidado do primeiro trimestre foram licenciadas 1.016.857 unidades entre veículos de passeio e comerciais leves, contra as 1.050.582 do mesmo período do ano passado, recuo de 3,21%. Além disso, outro indicador que aponta para a retração desse segmento econômico após muitos anos de crescimento é o nível de produção, que em abril caiu 7,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, somou de janeiro a abril 998.931 unidades, ante 1,110 milhão nos quatro primeiros meses de 2011.

As quatro mais tradicionais empresas mantiveram a posição de mercado no consolidado do ano. A Fiat ainda figura em primeiro com 227.048 (53.519 no mês), a Volks vem em seguida com 212.056 (51.226 em abril) carros comercializados,a norte-americana GM com 178.152 (41.381 no mês passado) veículos e em quarto a Ford, 96.722 (24.103 nos últimos 30 dias) unidades novas colocadas no mercado.

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