Brasil: um país sem logística?

Integração dos modais, infraestrutura, investimentos, tecnologia, entre outros temas que fazem parte da realidade do transporte e da logística no Brasil foram discutidos durante o congresso realizado em São Paulo pela FIESP

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Brasil: um país sem logística? Essa foi a pergunta chave que entonou o 7º encontro de Logística e Transportes realizado pela FIESP. O evento reuniu autoridades do poder público e da iniciativa privada pra discutir e propor soluções para a distribuição de carga e a mobilidade urbana no país. Em um consenso geral a resposta pra essa questão foi: o Brasil tem logística sim, mas é ineficiente.

O aumento do poder de consumo de grande parte dos brasileiros gerou novos desafios para a logística de distribuição. Empresas têm que se adaptar ao imediatismo, as dificuldades de acesso e ao problema do trânsito nos grandes centros. “Existem diversos meios para o transporte de pessoas nos grandes centros, mas para o transporte de cargas só temos o caminhão”, afirma o Diretor de logística do Grupo Pão de Açúcar, Sergio Biagioli.

Biagioli ainda defende um trabalho conjunto com os governos para minimizar o impacto das restrições que se espalham pelas áreas centrais de todo o país, “nos oferecemos para participar das discussões sobre as restrições em São Paulo e colocamos a disposição nossos softwares para definirmos rotas mais adequadas”.

Uma das questões principais abordadas foi a dificuldade de desenvolver a integração dos modais. Para Nelson Fernandes, Presidente da GEODIS no Brasil, a discussão sobre o desenvolvimento dos diferentes meios de transporte é feita separadamente o que dificulta ainda mais a integração.

Segundo ele, os projetos e investimentos tem que visar o longo prazo para poder atender com êxito as demandas cada vez maiores. “Há 20 anos não se pensava em um Brasil com as condições de hoje, então temos que se preparar para se desenvolver pensando no futuro. O modal rodoviário além de sobrecarregado, conta com apenas 13% do seu total pavimentado, o que dificulta a integração com as ferrovias, que por sua vez não tem capilaridade suficiente para atender toda a extensão do país”, explicou o executivo.

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