Vendas de implementos acompanham as de caminhões e crescem 12% em 2011

Vendas de implementos acompanham as de caminhões e crescem 12% em 2011

Com quase 191 mil unidades, setor registra recorde, mas associação que representa os fabricantes mostra pessimismo para 2012 pela dificuldade no acesso ao crédito

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As vendas de implementos rodoviários no Brasil acompanharam o desempenho da produção de caminhões no Brasil em 2011 e o setor alcançou um novo recorde. De acordo com os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), foram comercializadas 190.825 unidades contra as 170.283 de 2010, um crescimento de pouco mais de 12%.

Segundo a entidade, o segmento de Carroceria sobre Chassi foi o carro-chefe do setor com crescimento de 18,33% no período. Esse resultado parece óbvio uma vez que as maiores expansões em termos percentuais de vendas ficaram com os semipesados com 16,9%, os leves vieram em segundo lugar com alta de 13,1%, seguido dos semileves com 10,9% de vendas a mais em comparação a 2010. As vendas de caminhões na categoria médios ficaram 2,8% maiores.

Os pesados ostentaram a menor alta, apenas 0,9% quando comparadas as vendas de 2010. Como conseqüência, no setor de Reboques e Semirreboques o percentual de crescimento foi de 0,34% o que significa que, em números absolutos, foram comercializadas somente 190 unidades acima do total de 2010, informou a Anfir.

A análise da evolução do mercado em 2011 mostra que apesar de um recorde, as vendas se concentraram mais no primeiro semestre do ano. Na opinião da entidade, “esse resultado foi causado pela redução de acesso a crédito (Finame) de 100% da parte financiável para 70% e pelo redirecionamento da verba que normalmente seria utilizada para a aquisição de implementos rodoviários”, afirmou a associação. “As empresas optaram por comprar caminhões Euro 3 ao invés de renovarem ou expandirem sua base logística” apontou.

Essa preferência tem uma justificativa: os maiores preços dos veículos que precisaram se adequar à norma Euro 5/Proconve 7, que elevou os preços entre 15% e 20% em média para agregar a tecnologia de menor emissão de poluentes, exigida por lei.  Essa norma passou a vigorar em janeiro deste ano e levou a uma corrida para os caminhões que ainda estavam disponíveis no mercado.

“Essa redução no ritmo de vendas não dá demonstrações de que vá parar porque as regras de financiamento não foram alteradas”, alerta Rafael Wolf Campos, presidente da Anfir. Já Mario Rinaldi, diretor Executivo da  entidade afirma que se houver uma mudança no sentido de ampliar o acesso ao crédito, esse quadro pessimista que está se desenhando para 2012, mudará.

Apesar do segmento de Reboques e Semirreboques ter apresentado um desempenho praticamente estável quando comparado a 2010, alguns subssegmentos apresentaram crescimento expressivo. Este é o caso do Basculante (18,31%), Porta Conteiner (26,75%), Especial (24,81%) e o maior de todos, o Carrega Tudo (32,25%). Porém, na contramao desse desempenho estão, principalmente, Transporte de Toras (- 44,04%) e Tanque Alumínio (68,06%) com a venda de apenas 23 unidades em todo o ano. No total foram comercializadas 59.441 unidades neste segmento.

Já em Carrocerias sobre Chassis, todas as categorias de produtos apresentaram crescimento acima de dois dígitos quando comparadas a 2010. No total foram vendidas 131.384 unidades. Dessas a que mais chegou às ruas brasileiras foram Baú Alumínio/Frigorífico, com quase 46 mil unidades, alta de 13,29%. O Baú Lonado foi o que menos vendeu, 851 unidades e um crescimento de 13,32%. O Graneleiro/ Carga Seca cresceu 19,84% ao registrar a venda de 44.595 unidades. Basculantes cresceram 22,57% (19.912 unidades), Tanque 23,78% a mais (3.607 unidades) e Outras/Diversas teve alta de 23,31% (16.516 unidades).

Ao mercado externo foram enviadas 4.566 unidades, crescimento de 18,17%.

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