American Airlines pede concordata nos EUA

American Airlines pede concordata nos EUA

Gigante aérea americana passará por um processo de reestruturação, mas garantiu que suas operações não serão afetadas

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Na terça-feira (29), a holding americana AMR e sua subsidiária American Airlines pediram concordata em um tribunal de Nova Iorque, nos Estados Unidos. A decisão foi tomada após anos tentando lidar com seus altos custos trabalhistas e a alta dos preços dos combustíveis. De acordo com a companhia, a decisão não afetará suas operações dentro e fora dos EUA. Depois do anúncio, as ações da companhia despencaram mais de 80%.

“Nosso Conselho decidiu que era necessário dar esse passo agora para restaurar a lucratividade da empresa, flexibilidade operacional e solidez financeira. Estamos comprometidos a trabalhar tão rapidamente e eficientemente quanto possível de forma adequada a reestruturar a American para que ela possa emergir do Capítulo 11 bem posicionada para assegurar a viabilidade a longo prazo da Companhia e sua capacidade de competir efetivamente no mercado”, disse Thomas Horton, presidente e CEO da AMR e American Airlines, em comunicado. O Capítulo 11 a que o executivo se refere é a Lei de Falências dos Estados Unidos.

Hoje, a AMR tem cerca de US$ 4,1 bilhões (aproximadamente R$ 7,4 bilhões) em dinheiro sem restrições e investimentos de curto prazo. Segundo a empresa, esse montante deve ser suficiente para fazer o pagamento a fornecedores e outros parceiros durante a proteção oferecida pela legislação americana.

Atualmente, o grupo AMR, composto pela American Airlines, American Eagle e AmericanConnection, atende 260 aeroportos em mais de 50 países. São, no total, mais de 3.300 voos diários. Combinadas as empresas contam com mais de 900 aeronaves.

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