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Demanda por viagens aéreas reduz ritmo de crescimento em setembro

Expansão ficou em quase 10%, um pouco abaixo da média no ano. Gol e TAM estão bem próximas, enquanto a fusão com a Webjet não decola. Ações das empresas na Bolsa de Valores vêm se recuperando aos poucos da turbulência internacional que alçou o dólar às nuvens em agosto

27/10/2011

17h51

Maurício Ferla, repórter do Portal Transporta Brasil

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A demanda por viagens aéreas aumentou 9,6% em setembro, conforme os dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Esse crescimento foi menor que a média de crescimento que o setor apresentou durante todo o ano de 2011 que alcançou 18,52%. Enquanto isso, a oferta de voos pelo Brasil cresceu 13,8% no mês passado, indicador um pouco menor do que o verificado pelo órgão federal no ano, que foi de expansão de 15,04% no acumulado desde janeiro.

Apesar de o mercado brasileiro estar concentrado em dois grupos, TAM e Gol, a participação dessas companhias recuou um pouco. Enquanto a Azul e a Avianca cresceram cerca de 50% no acumulado do ano até setembro, em comparação a 2010, as líderes apresentaram desempenho mais modesto. No caso da Gol, o avanço em passageiros por quilômetros pagos (RPK) foi de 6,72% e para o Grupo TAM, o desempenho desse indicador ficou levemente negativo, recuo de 0,72% quando se olha para os números de 2010.

Com isso, a empresa de Constantino Oliveira Júnior consolida a liderança de mercado. A soma entre a Gol, Varig e a recém-adquirida Webjet leva a companhia a deter 44,47% do RPK do mercado. Por sua vez, o Grupo TAM ficou com 38,22%. Apesar dessa distância, a Anac considera a Webjet (que detém participação de 5,60%) à parte, o que no balanço da agência coloca a Gol com 38,87%.

Aliás, ontem, a empresa anunciou que a incorporação da Webjet está congelada até que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão federal que arbitra as negociações entre empresas para evitar a formação de monopólios e cartéis em um segmento de atuação, realizar o julgamento final sobre o negócio.

A Azul está consolidada como a terceira companhia do mercado com 9,12% do mercado doméstico brasileiro. A quarta seria justamente a Webjet. No quinto lugar há quase um empate entre a Avianca e a Trip, leve vantagem para a primeira com 3,79% enquanto que a segunda está com 3,61% do total transportado em 2011.

Nas rotas internacionais operadas por empresas brasileiras o aumento da demanda foi de 6,57% em setembro deste ano contra o mesmo mês de 2010, já no acumulado do ano essa alta é de 13,83%. A oferta de voos cresceu 4,33% no mês e 9,46% no ano. A TAM continua com a liderança disparada nesse segmento com 88,55% do mercado, a Gol está com 10% e a Avianca com 1,45% do total.

Bolsa de valores

No mercado de capitais as empresas apresentam um desempenho pouco semelhante.

As ações PN  preferenciais, ou seja, que recebem os dividendos antes das ações ordinárias ON – da TAM (código TAMM4 na Bolsa de Valores) apresentam desempenho médio se considerarmos o último ano. Esses papeis fecharam as negociações no dia 26 valendo R$ 32,94, alta de 3,42% em comparação ao dia anterior, mostrando que vem se recuperando nos últimos dozes meses. Isso porque o preço mínimo dessa ação em um ano ficou em R$ 23,29 enquanto o máximo para esse mesmo período ficou em R$ 43,20, diferença de 46%.

Por sua vez, as ações preferenciais da Gol reagiram bem à notícia de congelamento da fusão entre a empresa e a Webjet, que daria a liderança isolada do mercado de transporte de passageiros no Brasil. Os papeis da companhia subiram 0,92% para R$ 13,19 a ação. Mesmo assim, independente da condição climática brasileira, o desempenho dos papeis estão mais turbulentos que os da concorrente. No último ano, o preço máximo do papel alcançou R$ 30,13 e o mínimo bateu em R$ 9,12, diferença de quase 70% entre esses dois patamares.

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