41,5% dos motoristas fiscalizados não têm certificado de verificação de cronotacógrafo, aponta Ipem-SP

Percentual é referente ao balanço do primeiro semestre, quando foram verificados 1.825 veículos; 758 estavam irregulares

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O Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo) aponta dados preocupantes quanto ao certificado de verificação do cronotacógrafo. O balanço do primeiro semestre referente às fiscalizações do equipamento realizadas pelo nas rodovias estaduais mostra que dos 1.825 veículos fiscalizados no período (entre transportes de cargas em geral, transporte de produtos perigosos, coletivos de passageiros e ônibus escolares), 758 (41,5%) estavam irregulares, seja pela falta de lacre e etiqueta do Inmetro, por estarem com certificado de verificação vencido ou até mesmo inexistente.

“Esse índice de reprovação é bastante alto, refletindo um descuido por parte dos transportadores com a segurança nas estradas. Continuaremos com fiscalização cada vez mais reforçada nas rodovias com operações especiais e com nossas unidades móveis, com o objetivo de conscientizar e reverter essa tendência”, avalia Fabiano Marques de Paula, superintendente do Ipem-SP.

A importância do equipamento

Para obter o certificado de verificação do cronotacógrafo, obrigatório para veículos que transportam mais de 10 passageiros ou mais de 4.536kg, o proprietário do deve lacrar o equipamento em uma oficina autorizada pelo fabricante e credenciada pelo Inmetro. Depois, deve passar por ensaio em um posto autorizado pelo órgão federal que analisa se o instrumento atende aos requisitos do regulamento. O único posto de órgão público que presta este serviço é do Ipem-SP no município de Rio Preto.

A multa para transportadores sem o certificado de verificação e instrumento devidamente lacrado varia de R$ 100 a R$ 50 mil, dobrando na reincidência.

Confira abaixo os resultados de fiscalização de cronotacógrafo nas rodovias de São Paulo.

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