Volvo lança pesado FMX para operações off-road

Volvo lança pesado FMX para operações off-road

Novo modelo consolida montadora no segmento de operações vocacionais, como construção, mineração e agricultura

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A Volvo lança este mês no Brasil um novo modelo de caminhão na linha de pesados, o FMX. O veículo consolida a marca no segmento de operações vocacionais como construção, mineração e agricultura, e está disponível em duas versões – motor de 13 e 11 litros.

O novo modelo manteve os atributos do antecessor FM e incorporou novas características específicas para aplicações vocacionais. O design foi projetado especificamente para esse tipo de operação, com visual exterior robusto, grande altura livre, para-choque projetado em três peças, e estribo antiderrapante.

Os equipamentos extras também foram desenvolvidos para se adequarem às operações off-road, como a proteção gradeada de farol, que evita possíveis avarias do conjunto ótico durante a execução de trabalhos em terrenos pedregosos; e o pino de reboque dianteiro com capacidade para 25 toneladas, instalado no centro da grade inferior para conferir mais funcionalidade ao caminhão.

A montadora também realizou uma parceria com a Volvo Construction Equipment, braço do Grupo Volvo que produz equipamentos de construção, para implementação de um farol em três unidades que permitem manutenção independente: luz alta, pisca e farol, além de opções de farol de neblina ou de milha no pára-choque.

Do antecessor FM, o novo modelo manteve o trem de força, mundialmente reconhecido por sua contribuição para um menor consumo de combustível nas aplicações de veículos vocacionais nas categorias a que se destina, e por seu eixo traseiro resistente. A Volvo também preservou o freio motor mais potente do mercado, com as potências de 410 cv ou 500 cv do veículo, além da eletrônica embarcada do caminhão.

Testes de Resistência

Antes de ser lançado, o FMX passou por uma bateria de testes de resistência em Hällered, na Suécia, e também no Brasil, como explica o gerente do projeto FMX no País, Marco Silva. “O caminhão foi posto à prova em testes de campo conduzidos em diferentes regiões do Brasil, em parcerias com transportadores brasileiros dos segmentos de cana de açúcar, mineração e construção”, afirma.

Inicialmente, os testes são realizados de forma virtual, e, em seguida, em laboratório. Depois, um protótipo completo é construído para avaliações físicas na pista.

O gerente de projeto para veículos completos do projeto FMX , Patrik Lessmark, explica que, na pista, dois tipos de teste são realizados. “Nós realizamos os testes de confiabilidade e os de ciclo de vida em alta velocidade, algo que no nosso jargão é conhecido como AET ou Accelerated Endurance Test (Teste de Resistência Acelerado)”, conta.

Nos testes de confiabilidade, os veículos circulam sem parar durante 16 semanas, o que corresponde a um ano de operações sob condições normais. Nos de ciclo de vida, os caminhões são dirigidos 24 horas por dia durante seis a oito meses, para avaliar como o veículo é afetado pelo desgaste total que pode se acumular ao longo da vida útil esperada.

No total, são avaliadas 32 propriedades diferentes do caminhão, divididas em cinco categorias principais: qualidade, segurança, meio ambiente, economia de combustível e eficiência do transporte.

No caso do FMX, um caminhão vocacional, os testes são ainda mais rigorosos. O modelo passou por um programa no qual foi exposto a grandes quantidades de poeira, cascalho, lama, barro e água, e realizou testes de rodagem transportando a carga completa de um 6×4.

Segurança

O caminhão pode vir equipado com três dispositivos de segurança ativa. O ESP (Controle Eletrônico de Estabilidade), o ACC (piloto automático inteligente), o LCS (Sensor de Ponto Cego) e o Alcolock (bafômetro).

“O ESP reduz a possibilidade de derrapagem e de capotagem em curvas fechadas e quando a velocidade do veículo é incompatível com as curvas”, esclarece Bernardo Fedalto Jr., gerente de caminhões da linha “F” da Volvo. “A sua principal função é detectar situações de perigo para o veículo e, quando necessário, atuar rapidamente de forma a prevenir um eventual acidente”, completa Sérgio Gomes, gerente de planejamento estratégico da Volvo do Brasil.

O ACC é um mecanismo que garante uma distância segura entre o caminhão e o veículo à frente, atuando na frenagem e aceleração. Ele reduz o risco de colisão em caso de distração ou em situação inesperada.

O LCS é um radar que informa o condutor da existência de algum objeto ao lado direito do veículo na troca de faixa de rodagem. Já o Alcolock é um bafômetro instalado dentro da cabine, que, em caso de excesso de álcool na respiração do motorista, impede a partida do motor do caminhão.

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