Trem chega em 2012 a Água Boa, diz Valec

O projeto receberá aporte de R$ 6,4 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para ser executado em 4 anos

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Em 2012, o trem apita em Água Boa. O compromisso é do presidente da Valec, estatal encarregada da obra, José Francisco das Neves, o Juquinha, e foi empenhada ontem, naquela cidade, quando da apresentação do projeto da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FIC).

A ferrovia ligará Campinorte à margem da Ferrovia Norte-Sul, na região de Uruaçu, em Goiás, a Vilhena (RO) cruzando Cocalinho, Água Boa e Lucas do Rio Verde. O projeto receberá aporte de R$ 6,4 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento-2 (PAC-2), para ser executado em quatro anos. No entanto, no trecho de 430 km entre Goiás a Água Boa a obra começará neste ano e será concluída em menos de 36 meses. No restante do trajeto, a construção será concluída em quatro anos.

Juquinha revelou que a obra entre Água Boa e Goiás será “rápida” em razão de uma sugestão do presidente do Dnit, Luiz Antonio Pagot, e do sinal verde dado pelo governador Silval Barbosa. A construção exigirá a construção de pontes sobre o rio Araguaia e o das Mortes, o que resultaria em demora na liberação de licenças ambientais para tanto. Porém, em ambas as travessias o licenciamento existe para ponte rodoviária. A Valec aproveitará essa condição adaptando as obras para pontes rodoferroviárias.

Pagot mostrou à Valec a viabilidade da FIC aproveitar as licenças ambientais existentes para pontes rodoviárias no Araguaia e rio das Mortes, e também da readequação – para a passagem do trem – da ponte parcialmente construída sobre o Araguaia.

O presidente do Dnit manteve entendimentos com o governo goiano – que é parceiro da União numa obra inacabada de uma ponte sobre o Araguaia ao lado da cidade de Cocalinho. Goiás concordou na utilização da ponte pelo trem e o transporte rodoviário. O mesmo aconteceu em relação do rio das Mortes, na MT-326, em processo de federalização, onde a travessia é feita por balsas. Silval determinou que o governo transfira a competência da construção da ponte à Valec.

A construção da ferrovia cria um corredor que mantém oferta permanente de 12 milhões de toneladas de commodities que trocarão o transporte rodoviário pelo embarque nos terminais da FIC e estimulará o cultivo de novas lavouras em áreas ora degradadas, sem necessidade de expansão da fronteira agrícola.

Silval destacou o importante papel desempenhando pelo seu antecessor Blairo Maggi e o apoio recebido da ex-ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a construção da ferrovia. O governador também mencionou a bancada federal e elogiou Pagot.

O clima era festivo em Água Boa, onde se reuniram prefeitos e vereadores dos municípios no eixo da FIC e Silval assumiu alguns compromissos com obras rodoviárias na região. Porém, o ponto alto de sua fala foi a dura cobrança ao ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, ali presente, para que a União pressione a concessionária América Latina Logística (ALL) pela conclusão da Ferrovia Senador Vicente Vuolo no trecho entre Alto Araguaia e Cuiabá.

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