Appa intermedia acordo entre caminhoneiros e operadores portuários

Cerca de mil caminhões ficaram retidos no pátio e uma fila começou a se formar às margens da BR-277 na entrada da cidade

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Caminhoneiros insatisfeitos com o valor das diárias pagas pelos contratantes das cargas fecharam o Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá no fim de semana. Cerca de mil caminhões ficaram retidos no pátio e uma fila começou a se formar às margens da BR-277 na entrada da cidade. A manifestação não chegou a comprometer os embarques de grãos porque a maioria dos armazéns dos terminais privados e o silo público operado pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) estavam lotados.

O superintendente da Appa, Daniel Lúcio Oliveira de Souza, promoveu uma reunião na tarde desta segunda-feira (08), entre entidades que representam caminhoneiros e operadores portuários, para que as duas partes cheguem a um acordo sobre o valor das estadias pagas aos motoristas. Segundo ele, a Appa está exercendo seu papel como autoridade portuária para que não haja comprometimento à logística do Porto de Paranaguá justamente nesse momento de embarque da safra de grãos.

Souza determinou a suspensão do cadastramento das cargas, no sistema “Carga Online” da Appa, dos operadores que ainda estão em conflito com os caminhoneiros. “Aqueles que negociaram as estadias de forma justa não serão prejudicados em sua logística”, assegurou o superintendente.

Ainda como resultado da reunião, o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros (Sindicam) e vice-presidente da Federação Nacional dos Caminhoneiros (Fenacam), Carlos Roberto Dellarosa, comprometeu-se a liberar os caminhões cujos motoristas não têm qualquer impasse em relação ao pagamento de estadias. Segundo ele, a Appa, por meio de seu superintendente, teve uma participação importante para o avanço das negociações. A expectativa era de que um acordo fosse fechado e o fluxo de caminhões no Pátio de Triagem fosse normalizado ainda nesta segunda-feira.

Por lei, os caminhoneiros têm direito a receber diária de até R$ 1,00 por tonelada a partir da quinta hora em que ficam parados no destino, aguardando para descarregar. O impasse começou quando um dos operadores se propôs a pagar R$ 0,15 após 72 horas de espera. Os caminhoneiros pediam R$ 0,80.

“Se todos os operadores seguissem as regras da Appa, o caminhoneiro não aguardaria mais de 24 horas para descarregar, pois quando ele vem a Paranaguá deve estar com a carga negociada, armazém definido para fazer o descarregamento e navio nomeado para atracar”, advertiu o superintendente da Appa.

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