Sindicato paranaense pede melhorias imediatas na estrada que liga Curitiba a São Paulo

Transportadores comentam problemas que deixam a rodovia Régis Bittencourt intransitável

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Viajar pela rodovia Régis Bittencourt, que liga Curitiba e São Paulo, está ficando cada vez mais perigoso. De acordo com o Presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga no Paraná (Setcepar), Fernando Klein Nunes, mesmo sendo uma estrada pedagiada, este trecho da BR 116 encontra-se em um estado lastimável para os usuários. “Ultimamente estamos sofrendo com as péssimas condições desta rodovia, em especial no seu trecho paulista não duplicado, bem como na região de Miracatu (SP). É preciso uma rápida intervenção junto à empresa que detém a concessão do trecho, para que ações imediatas de correção sejam executadas. Estas obras de manutenção, além de reforma e infraestrutura, já estavam previstas nos editais de licitação, mas não estão ocorrendo ou estão a passos lentos”, explica.

Nunes ainda ressalta que, com a economia aquecida no segundo semestre de 2009, o tráfego aumentou consideravelmente na BR 116 e, com o início de férias de verão, os problemas tendem a aumentar com automóveis em maior quantidade. “Não podemos aceitar desculpas da OHL, concessionária responsável pela Régis Bittencourt, para a não realização de ações urgentes. O excesso de chuva e a falta de pessoal não são justificativas plausíveis. Até mesmo porque ela é uma empresa que possui larga experiência neste tipo de operação”, afirma.

O Diretor da Transportes Diamante, Gilberto Cantú, destaca que em recente viagem para São Paulo encontrou muitos problemas, que confirmaram a falta de infraestrutura da rodovia Régis Bittencourt. Entre eles o que mais chamou a atenção, por ser uma via pedagiada, foi a pista retalhada apenas com tapas buracos e buracos ainda existentes, a sinalização insuficiente e trechos com a segurança comprometida, faltando até proteção lateral. “Além disso, o escoamento de água em alguns pontos está muito ruim, comprometendo a segurança. Mesmo o trecho da Serra do Cafezal, que possui pista simples, tem os mesmos problemas de pavimentação”, diz.

Cantú comenta que, em alguns trechos da rodovia, é possível observar algumas obras, mas acredita ser insuficiente. “Existem algumas ações sendo realizadas. Porém, em um ritmo muito mais lento do que o necessário para uma estrada desta importância”, fala. Outro transportador também se diz indignado com a situação deste trecho da BR 116. Antonio Bernardo Marques, Diretor da Paraná Transportes, lembra que durante a primeira semana de janeiro, quando trafegou pela rodovia, encontrou o pavimento em uma situação lastimável em vários trechos. “Considero esta situação inadmissível para uma estrada pedagiada”, conta.

A equipe do Setcepar enviou uma carta para a direção de obras da OHL Brasil, comunicando a falta de manutenção da rodovia Régis Bittencourt por parte da concessionária e solicitando ações de correção, em caráter imediato, deixando a rodovia em condições de trafegabilidade. Além disso, foi feito um contato com a ouvidoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), bem como com o responsável pela gerência de Engenharia e Investimentos de Rodovias da entidade, pedindo uma rápida intervenção junto à OHL para a resolução dos problemas relatados. O sindicato ainda está aguardando um retorno. “Estas questões são consideradas urgentes e iremos cobrar uma solução para que sejam cumpridos os acordos da licitação”, finaliza o Presidente do Setcepar.

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