Demanda faz montadoras aumentarem produção local

Ontem, a MAN Latin America, fabricante de caminhões e ônibus que recentemente adquiriu a Volkswagen Caminhões, anunciou um aumento de 25% na capacidade produtiva

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O setor automotivo começa a dar os primeiros sinais efetivos de que está confiante no mercado brasileiro. Ontem, a MAN Latin America, fabricante de caminhões e ônibus que recentemente adquiriu a Volkswagen Caminhões, anunciou um aumento de 25% na capacidade produtiva, o que pode levar sua planta ao funcionamento pleno 24 horas por dia. No mesmo caminho, a PSA Peugeot Citroën, que produz veículos de passeio, abriu a contratação de 700 funcionários para instituir o 3º turno no Rio de Janeiro.

No caso da MAN, a força de trabalho também será incrementada em 700 pessoas. “Já temos trabalhos em terceiro turno, mas não a pleno funcionamento. A partir destas contratações poderemos usar toda capacidade por 24 horas”, afirmou ao DCI, Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America.

Com o incremento, previsto para ser efetivado em março, a produção poderá saltar de aproximadamente 50 mil caminhões para 72 mil unidades anuais. O aumento da capacidade da fábrica de Resende (RJ), integra um plano de R$ 1 bilhão aportes que vai até 2012. Apesar do mercado interno representar 85% dos negócios, a montadora também vê com otimismo as exportações.

De acordo com Cortes, logo após a crise eram produzidos 175 caminhões por dia, número que saltou para 220 nos últimos meses, sendo que a necessidade atual é de 250 unidades. “Com esse passo iremos a uma capacidade de 300, um pouco acima do que é necessário”, disse.

Entre as causas que estão impulsionando o mercado interno País, está o transporte urbano e rodoviário de mercadorias e a área de infraestrutura, como os projetos do Plano de Aceleração de Crescimento (PAC), que deve estimular a necessidade de caminhões para atender à construção civil.

De acordo com fontes ligadas ao setor de logística, esse ano segue com uma tendência da volta às filas de espera pela compra de caminhões, justamente pela retomada do aquecimento. “Não queremos nem fila e nem espera. Por isso, estamos nos preparando para um volume maior”, comentou o presidente da MAN.

O executivo também vê com bons olhos o comportamento de parte do mercado externo, que sofreu forte retração em todo o setor automotivo. “Estamos otimistas com a recuperação gradativa de países como Chile, Colombia e Argentina”, afirmou. Ele colocou ainda que alguns mercados demonstram potencialidade no norte da África e África do Sul. Hoje, as exportações representam uma fatia de 15% dos negócios da montadora.

Em 2009, a MAN garantiu 30,2% de market share do atacado de caminhões, liderando o setor. Ao todo, foram vendidos cerca de 34,3 mil veículos, o que assegurou a maior venda contabilizada de carros acima de 3,5 toneladas, de acordo com os dados divulgados pelo grupo.

Veículos

Já na área de veículos de passeio, a PSA Peugeot Citroën abriu a contratação de mais 32% de pessoal, o que deve levar à montadora a instituir o 3º turno em sua fábrica a partir de fevereiro. A unidade industrial está instalada, em Porto Real (RJ) onde o número de colaboradores na produção passará a contar com 2,9 mil profissionais.

“A adoção do terceiro turno reforça a capacidade produtiva para atender a demanda do mercado”, comentou Vincent Rambaud, presidente para o Brasil e América Latina da PSA. Ele inclui que o aumento também deve atender ao lançamento de dois carros nacionais, inéditos mundialmente e que forma desenvolvidos para atender “o gosto do consumidor local”, como disse.

O cálculo é de que com a nova equipe e a adoção de método para aprimoramento da produtividade, levem à PSA a produzir 55 mil carros a mais anualmente, elevando a produção para anual para 160 mil carros. A área de motores poderá fabricar 220 mil unidades, contra as atuais 170 mil.

Já Thomas Schmall, presidente de outra fabricante de carros de passeio, a Volkswagen do Brasil, contou ontem que a empresa pretende direcionar 60% dos investimentos previstos para este ano também à ampliação da capacidade produtiva, sendo os outros 40% voltados ao desenvolvimento de produtos.

O executivo explicou que a empresa está em um momento no qual torna-se necessário apostar na capacidade para dar conta da expansão. A meta Volks tem um plano de aportes de R$ 6,2 bilhões para aplicar por aqui até 2014.

Em relação aos funcionários, Schmall revelou que a Volks acaba de “efetivar duas mil pessoas por tempo indeterminado”.

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