Transporte de cargas valoriza mulheres ao volante

Exemplo da Braspress, que emprega 217 mulheres em seus quadros de motoristas urbanos e de carretas, está cada vez mais comum entre as empresas de transporte rodoviário de cargas do País. Salários iguais e perícia ao volante são destaques deste universo inimaginável há 20 anos

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O mercado de trabalho para motoristas no transporte rodoviário de cargas brasileiro é grande e carece cada vez mais de mão de obra qualificada. Com a evolução dos equipamentos e a elaboração de projetos logísticos cada vez mais complexos para atender aos clientes, a profissão ganhou grande destaque nos últimos anos.

Com pouca oferta de treinamento e capacitação específica para motoristas de caminhão, o profissional passou a ser cada vez mais raro e as empresas têm tido dificuldades para encontrar pessoas para suas operações. As mulheres, figuras raras nas transportadoras há 10 anos, agora têm preenchido uma lacuna importante neste mercado.

Na Braspress, um dos líderes nacionais na distribuição de encomendas expressas, as mulheres são um quadro crescente nas operações, seja como motoristas, seja como encarregadas de postos importantes nas etapas da gigante produção da empresa. Na transportadora, 209 motoristas urbanas e 8 de carretas formam o time de 217 mulheres atrás do volante dos caminhões. Os homens contabilizam 341.

O programa de contratação de mulheres motoristas começou há nove anos e, segundo a Braspress o dia-a-dia das atividades mostrou que a empresa havia encontrado um dos caminhos para o aumento da produtividade e da melhoria da capacitação profissional no setor de Transporte Rodoviário de Cargas, além de abrir espaço para as mulheres num competitivo mercado de trabalho.

“Nossos controles internos mostraram que as motoristas mulheres têm maiores cuidados operacionais com os  veículos colaborando para a manutenção dos caminhões; sabem ser educadas nos relacionamentos com os clientes e no trânsito são pacientes, o que levou a redução de batidas e dos custos de manutenção, incluindo funilaria. Por isso, temos procurado incentivar a participação dessas profissionais no Setor de Transportes, outrora tradicional reduto de trabalho predominantemente masculino”, conta o diretor-presidente da Braspress, Urubatan Helou, que defende que competência não tem sexo.

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Renata Ribeiro de Souza, motorista de coletas e entregas urbanas da Braspress há dois anos e meio, conta que sempre sonhou em trabalhar com caminhão. “Meu pai, meu irmão e meu ex-marido são caminhoneiros e eu sempre quis seguir esta profissão. É uma tradição de família”, conta ela. Renata considera que a mulher tem mais calma para conduzir o caminhão e trabalha com carinho e cuidado com o equipamento. “Este é o lado bom. Mas ainda tem muito preconceito contra as motoristas e esta é uma parte que temos que superar, seguir em frente”, diz.

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A motorista Maria Gorete Feitosa de Melo, que trabalha na condução das carretas da Braspress nas operações urbanas de coletas em São Paulo está há sete anos e meio na empresa. Começou como motorista urbana e foi promovida para as carretas há um ano e meio. “Acho esta profissão muito interessante, apesar do trânsito muito ruim que enfrento todos os dias. Gosto do reconhecimento das pessoas ao verem uma mulher no volante de uma carreta. Olham e acham muito legal e isso é gratificante”, conta. Antes de ser motorista, Gorete era vendedora. “A profissão de motorista foi uma casualidade na minha vida. Mudei a categoria da minha habilitação para trabalhar no transporte escolar e depois vim fazer um teste na Braspress”, explica ela, que tem dois filhos e é divorciada.

Por: Leonardo Helou Doca de Andrade – Redação Portal Transporta Brasil

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