Setor de motos recebeu isenção para que possa se recuperar da crise, diz Mantega

“É um setor que ainda não teve uma recuperação plena e não conseguiu, por suas características, recuperar o nível de vendas do ano passado”, explicou o ministro Guido Mantega

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A renovação da isenção da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a compra de motos até 150 cilindradas, anunciada esta semana pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, agradou o setor, que ainda não havia se recuperado plenamente da crise financeira mundial.

“É um setor que ainda não teve uma recuperação plena e não conseguiu, por suas características, recuperar o nível de vendas do ano passado”, explicou o ministro, dizendo que esse acordo está condicionado ao compromisso de que o setor não faça demissões no período.

“Isso vai beneficiar todo o setor e principalmente os consumidores”, acrescentou o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), Paulo Takeuchi. Segundo ele, o setor foi afetado pela redução de crédito provocada pela crise econômica, o que deve causar, no balanço do ano, uma queda possível de 18% nas vendas.

Além da isenção da Cofins, o governo também anunciou a liberação de R$ 3 bilhões para o financiamento de motos. Desse total, R$ 200 milhões virão de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o restante, de instituições financeiras como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Os setores de motos e de móveis foram apontados pelo ministro como os únicos que ainda não haviam se recuperado da crise econômica e, por isso, foram beneficiados recentemente com isenções.

A renúncia fiscal para o setor de motos foi de R$ 54 milhões e esse valor está incluído nos R$ 12 bilhões de desoneração tributária que o ministro estima que o governo tenha concedido para vários setores produtivos só neste ano com o objetivo de estimular as vendas e diminuir os efeitos da crise.

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