FedEx reduz preços para crescer entre as pequenas e médias

Carlos Ienne, diretor executivo para Cone Sul da empresa, diz que esses pacotes são mais do que descontos sobre prazos estendidos nas entregas

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Com foco no mercado de pequenas e médias empresas (PME) a companhia de entregas expressas FedEx Express lançou dois novos pacotes de serviços para clientes que queiram economizar de 15% a 28% com remessas, e que possam prescindir de rapidez. Carlos Ienne, diretor executivo para Cone Sul da empresa, diz que esses pacotes são mais do que descontos sobre prazos estendidos nas entregas. “O programa é focado em novos clientes”, afirma.

O mercado de PMEs, que corresponde a 80% da base de clientes da empresa, “já solicitava um serviço de igual qualidade, mas com menor preço”, explica Ienne.

Mesmo sendo maioria entre os clientes atendidos pela companhia, as PMEs ainda são o foco dos treinamentos que a empresa oferece sobre processos de importação e exportação, diz Ienne. “Os pequenos e médios ainda têm medo de exportar.”

Com os novos serviços, a companhia deve atender fretes entre o Brasil e 203 países para cargas até 68 kg – FedEx International Economy – e 83 países para cargas acima deste limite – FedEx International Economy Freight.

Viracopos

A FedEx, que tem receita global de US$ 34 bilhões ao ano, está em negociação com a Infraero a fim de ampliar a área que ocupa no aeroporto de Viracopos, em Campinas – atualmente são 1,2 mil m².

A ampliação, que deve acontecer até junho de 2010, segundo Ienne, vai tomar uma área de 600 m², que atualmente abriga as cargas em perdimento da Receita Federal no aeroporto.

Após a rápida recuperação de uma crise que deu mostras de ser mesmo uma “marolinha” – em referência ao termo usado pelo presidente Lula a respeito dos efeitos da crise para o Brasil -, segundo Ienne, a empresa centra esforços na ampliação de sua participação entre as PMEs. “Num ambiente pós-crise e com o câmbio favorável, estamos tentando alavancar novas exportações”, diz Ienne.

A empresa, que opera no cone sul com uma capacidade média de 17,2 toneladas por expedição – a bordo de um Boeing 727, que faz 5 vôos por semana entre Brasil, Argentina e Colômbia -, teve uma recuperação expressiva no mês de outubro, Ienne. Mesmo após os piores meses da crise – de março a maio -, a empresa não precisou optar por redução de quadro de funcionários. “A gente precisou cortar custou à medida que os volumes foram caindo”, afirma Ienne.

A Gol Linhas Aéreas vai reorganizar suas diretorias para simplificar a gestão. O vice-presidente de Finanças, Leonardo Pereira, passa a ser responsável também por tecnologia. (Danilo Sanches-DCI)

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