Vale e ALL veem mais espaço para combustíveis em ferrovias

A América Latina Logística (ALL), por exemplo, projeta um crescimento de 14% do mercado interno, para este segmento, até o final deste ano

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As empresas especializadas em logística ferroviária observam uma expansão da movimentação de combustíveis e etanol, entre outros granéis líquidos, nas ferrovias, apesar da forte presença destas cargas no modal rodoviário. A América Latina Logística (ALL), por exemplo, projeta um crescimento de 14% do mercado interno, para este segmento, até o final deste ano.

Presente em seis estados brasileiros, divididos entre as Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a companhia vê em sua malha de trilhos norte a possibilidade de um incremento ainda maior. “No mercado interno, em estados como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo, o aumento pode chegar a 30% na comparação com o ano passado”, comentou com o DCI Bruno Ometto, coordenador comercial da Unidade de Líquidos da ALL.

Dona de uma frota de 31 mil vagões, a frota total de vagões- -tanque da empresa soma 3,2 mil unidades, as quais devem receber um reforço até 2010. “Serão recuperados 100 vagões para operações na malha norte. Metade será entregue este ano, e a outra parte, em 2010”, contabilizou Ometto.

A logística de combustíveis da ALL se origina nas refinarias da Região Sul do País, com destino a áreas de consumo nos estados de MT, MS, SP, PR e RS, no caso de derivados claros, e origem em São Paulo, com destino ao sul, no caso do álcool. Entre os clientes ALL do setor de granéis líquidos, estão empresas como Petrobras, Shell, Ipiranga, Esso e Copersucar. Para se ter uma idéia, no transporte de etanol, cerca de 90% das operações atendem ao mercado interno – em 2009 esse volume pode ultrapassar 2,3 milhões de metros cúbicos. A ALL também atua na logística de óleo vegetal, em parceria com empresas como Bunge, Cargill, Dreyfus e Imcopa, escoando produtos para os Portos de Paranguá, São Francisco, Santos e Rio Grande.

Sistema Norte

Outra que também vê avançarem as operações com combustíveis é a Vale Logística, que no sistema ferroviário norte, transporta 750 mil toneladas de gasolina e diesel, atendendo clientes como a Shell e a Petrobras – para a própria Vale são 200 mil as toneladas movimentadas. No segundo semestre de 2010, a Vale tem planos de iniciar o transporte de álcool.

Hoje a frota para atender o segmento de líquidos é de 130 vagões na malha norte, mas esse número deve aumentar. “Entrarão mais 25 vagões nessa frota”, contou Igor Figueiredo, gerente de Contas de Combustível da Vale. O sistema norte da malha da Vale é composto pela Estrada de Ferro dos Carajás e pela Ferrovia Norte-Sul, atualmente em expansão.

Entre o graneis líquidos, o etanol ganha destaque na matriz logística do País – o calculo é de que até 2017 a produção mundial avance mais de 150%. Por enquanto, a logística do produto está concentrada nas estradas e ferrovias, mas logo os operadores logísticos terão de dividir uma boa fatia desse bolo com os dutos.

A CentroSul Transportadora, do Grupo Brenco, tem projeto de um duto de R$ 2,7 bilhões. “Essa modalidade é mais barata, mas todos os modais terão seu espaço no futuro”, disse Moacir Mediolaro, diretor da CentroSul, durante o Fórum de Etanol Ietha, que discutiu, ontem, a logística do produto. (Fabíola Binas-DCI)

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