Campanha sobre riscos de acidentes com moto ocorre em 23 estados

Segundo o presidente da entidade, Sergio Franco, a educação é a melhor maneira de prevenir acidentes no trânsito. "Estamos distribuindo cartilhas educativas e tentando conscientizar a sociedade sobre o perigo do trânsito", afirmou

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A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot) promove hoje (18) a campanha Motociclista Prudente Evita Acidente em 23 estados. Segundo o presidente da entidade, Sergio Franco, a educação é a melhor maneira de prevenir acidentes no trânsito. “Estamos distribuindo cartilhas educativas e tentando conscientizar a sociedade sobre o perigo do trânsito”, afirmou.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o Brasil registra todos os anos 10 mil mortes causadas por acidentes de moto. Por dia, o número chega a 30. “São gastos cerca de R$ 8 bilhões por ano para tratar estas vítimas. Com esse valor, dava para construir cerca de mil conjuntos habitacionais”, pontuou. De acordo com Franco, o ideal seria que os motociclistas andassem sempre com os faróis da moto acesos e usassem uma roupa com um x amarelo reflexivo para facilitar a visualização de outras motos, inclusive.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Motociclistas de São Paulo, Aldemir Martins, a campanha da Sbot é muito bem-vinda, porém, ele critica ainda a falta de iniciativa do governo e alega que existe recurso financeiro para viabilizá-las: “De acordo com o Código Nacional de Trânsito, 5% do valor de todas as multas deve ser aplicado em campanhas de prevenção. Não sabemos nem quanto tem de dinheiro, nem por que não é aplicado.”

Martins contrapõe os dados do Ministério da Saúde e diz que o número de mortos por acidentes com motocicletas é bem maior do que o divulgado. “O ministério leva em conta os óbitos que acontecem no local e na hora do falecimento, não dos que morrem depois”, afirmou. O presidente também critica a falta de critérios que as pessoas encontram para conseguir um habilitação para pilotar uma motocicleta. “A moto é vista como um brinquedo e uma aventura, mas não deixa de ser uma arma. Nossa briga é que um cidadão comum tenha que passar pelos mesmos procedimentos para conseguir uma habilitação quanto quem tenta conseguir uma licença para ter porte de arma.” (Ivy Farias – Repóter da Agência Brasil)

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