Volks e Porsche acertam fusão e marcas ficam independentes

A Volkswagen vai incorporar plenamente a Porsche em 2011 assim que todas as exigências para a fusão tiverem sido atendidas

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A Volkswagen AG, maior montadora da Europa, vai pagar cerca de 3,3 bilhões de euros (US$ 4,71 bilhões) por uma participação de 42% na divisão automobilística da Porsche SE, como parte de um plano de realizar gradualmente a fusão das duas montadoras. A Volkswagen vai incorporar plenamente a Porsche em 2011 assim que todas as exigências para a fusão tiverem sido atendidas, informaram as duas empresas em comunicados em separado divulgados ontem.

As empresas anunciaram em julho planos de implementar a transação, que incluiria também a compra, pelo fundo soberano de investimentos do Catar, de 17% da Volkswagen e de uma possível participação na Porsche. Os executivos disseram que a empresa, depois de fundida, acabará superando a Toyota Motor Corp., a maior montadora mundial em vendas e lucratividade.

Atualmente, a líder em vendas mundiais de veículos é a Toyota, com 3.564.105 unidades. A japonesa é seguida por General Motors, Hyundai-Kia e Ford. “Esta fusão implica enormes sinergias”, disse Stefan Bratzel, diretor do Instituto do Centro de Pesquisa Automobilística em Bergisch-Gladbach, Alemanha. “Juntas, a Volkswagen e a Porsche poderão obter grandes vitórias nos mercados automobilísticos mundiais”, afirmou.

O principal executivo, Wendelin Wiedeking, e o diretor financeiro da Porsche, Holger Haerter, deixaram os postos a 23 de julho, e a empresa, sediada em Stuttgart, Alemanha, nomeou Michael Macht, então seu chefe de pessoal, para suceder a Wiedeking como diretor da divisão automobilística, chamada Porsche AG. Com a fusão dos grupos, Martin Winterkorn, chefe-executivo da Volkswagen, assumirá o mesmo posto na Porsche a partir de 15 de setembro.

A pretendida associação põe fim a um conflito de quatro anos pelo controle, que levou ao acúmulo de dívidas de pelo menos 10 bilhões de euros (US$ 14,2 bilhões) por parte da Porsche, uma vez que a empresa reuniu uma participação acionária de 51% na Volkswagen na fracassada tentativa de assumir seu controle.

Wiedeking deixou um cargo que deteve por 16 anos, depois que o conselho administrativo da empresa se comprometeu a vender a divisão automobilística para a Volkswagen e tentou obter 5 bilhões de euros em capital, com o fundo soberano do Catar como possível investidor. O país do Golfo Pérsico seria o primeiro acionista não-pertencente às famílias Porsche e Piech a deter direito a voto nos 78 anos de história da montadora. A participação pretendida pela Porsche na Volkswagen era de 75%, fatia que poderia ter-lhe dado acesso ao fluxo de caixa da VW. A montadora de carros esportivos detinha opções de compra de 20 por cento das ações da Volkswagen, como parte do esforço de assumir seu controle. A Porsche disse, a 29 de julho, que tencionava vender parte das opções para o fundo do Catar e que as baixas contábeis sobre os derivativos lhe gerariam um prejuízo antes dos impostos de até 5 bilhões de euros para o ano fiscal encerrado a 31 de julho passado.

GM e Magna

No mesmo dia, a fabricante autopeças austríaca-canadense Magna apresentou à General Motors um novo projeto de contrato para adquirir a marca alemã Opel, mas ainda não há um acordo definitivo a respeito. A Magna, junto com dois parceiros russos – o fabricante GAZ e o banco Sberbank -, disputa com o investidor belga RHJ International para adquirir a Opel e, frente à oferta inicial da empresa austríaco-canadense, a GM tinha advertido que existiam “questões abertas”. Essas questões foram resolvidas finalmente “em nível de diretores” da GM e da Magna, e “o que há agora é um projeto de acordo, pronto para assinatura”, afirmou fonte, sem dar detalhes sobre a nova oferta do fabricante de autopeças.

Ford

A Ford informou ontem que aumentará a produção durante o resto do ano para atender a crescente demanda, estimulada pelo programa de incentivo de vendas do governo norte-americano para troca de carros velhos por modelos novos e mais eficientes.

A montadora acrescentou que agora planeja fabricar 495 mil veículos no terceiro trimestre, 10 mil unidades a mais em comparação à estimativa anterior. A iniciativa marcará um aumento de 18% na produção frente ao ano passado.

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