Logística estrangula avanço da produção local

Esse gargalo projeta um cenário em que, em pouco tempo, não haverá mais condições de dar vazão à produção agrícola mato-grossense

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A cada safra, a sojicultura, principal atividade econômica do estado, perde R$ 1 bilhão devido à precária logística de escoamento de Mato Grosso. São divisas que deixam de circular no bolso dos produtores e que se evadem da economia estadual, cujo desempenho é diretamente atrelado à performance do campo. Esse gargalo projeta um cenário em que, em pouco tempo, não haverá mais condições de dar vazão à produção agrícola mato-grossense – que tem potencial de ampliação no volume de grãos de até 50% sem abrir um hectare sequer.

“A falta de logística consome a renda agrícola, o que leva as entidades do segmento a atuarem também na busca por soluções para o fim dos gargalos”, frisa o coordenador da Bienal dos Negócios da Agricultura, Ricardo Arioli Silva. A preocupação com o tema é tão grande que novamente o assunto integra a programação do evento, considerado o maior congresso técnico-científico do Estado, e focado na “Renda Agrícola” nesta edição.

Realizada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) de 19 a 21 de agosto, a Bienal dedica uma manhã à logística. Das 8h às 9h30, será realizado um painel que busca entender a influência dos gargalos de logística sobre a produção agrícola. O vice-presidente Leste da Aprosoja, Marcos da Rosa, fará uma palestra sobre “As alternativas de Logística de Transporte em Mato Grosso: como o produtor se beneficiará?”. Em seguida, um painel de discussão será formado, coordenado pelo presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), Carlo Lovatelli – entidade parceria do evento.

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