Setores diversos se interessam na ZPE do Pecém

De acordo com Antônio Balhmann, presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), quando a ZPE for aprovada e implantada, diversos setores devem compor o espaço

ANP quer investir em pesquisas na área de biodiesel
Petrobras Distribuidora registra lucro de R$ 661 milhões no primeiro semestre
Seminário discute transporte rodoviário e combate a roubo de cargas

Empresas locais e internacionais já demonstraram interesse em instalar unidades na Zona de Processamento para a Exportação (ZPE) do Ceará, no Pecém, cujo projeto está em fase de finalização. De acordo com Antônio Balhmann, presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), quando a ZPE for aprovada e implantada, diversos setores devem compor o espaço.

“Do Ceará, recebemos contato de empresas que já têm experiência em exportação. Elas são dos setores calçadista, de confecção, de fruticultura e de beneficiamento de pescado. Também fomos sondados por grupos internacionais, principalmente dos Estados Unidos, que atuam na área de alimentação, máquinas e eletrodomésticos. Algumas, são marcas conhecidas em todo o mundo”, adiantou Balhmann.

Na última quarta-feira ele se reuniu, em Brasília, na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com integrantes do Conselho Nacional das Zonas de Processamento para a Exportação (CZPE). “Nos foi colocada uma lista de adequações que vão desde a portaria que define as dimensões das instalações da Receita Federal, Ministérios da Saúde e Agricultura, além dos órgãos oficiais que vão operar na ZPE (sistema de controle aduaneiro e de entrada de pessoas, Polícia Federal, entre outros), até as especificações do layout do projeto básico”.

O presidente da Adece informou que haverá novo encontro, em setembro, do Conselho Nacional com os estados que pretendem instalar ZPEs. “Nessa fase, os projetos serão analisados para que, em novembro, sejam aprovados. Trabalhamos focados em aprovar de início a ZPE do Ceará”.

Uma das indefinições que ainda existe no projeto cearense diz respeito à empresa administradora. “Ainda vamos definir com o governador qual modelos adotaremos. As possibilidades são diversas. Pode ser uma administradora pública, onde o governo cria uma empresa majoritária e comanda o empreendimento. Também há chance de o Estado desapropriar o terreno e licitar as operações. Assim, a ZPE seria controlada pela iniciativa privada. Neste modelo, o governo ficaria com participação minoritária”, descreve Balhmann.

Características

Por ainda haver indefinições no projeto da ZPE do Ceará, o presidente da Adece revela que a verba investida para iniciar a implantação do projeto não está fechado. “Seria prematuro estimar algum valor”.

De acordo com Balhmann, o desenho da ZPE do Pecém apresenta duas áreas, englobadas em 4,2 mil hectares e interligadas por uma ponte sobre a Rodovia do Sol Poente (Estruturante). A ZPE I terá 1,2 mil ha e será reservada às indústrias ligadas à siderurgia, tendo a Companhia Siderúrgica de Pecém como empreendimento central. Já a ZPE II terá espaço maior, de 3 mil ha, e será destinada a várias atividades industriais. A zona terá sua área toda cercada.

COMMENTS