Governo quer um outro aeroporto em VG

A solicitação ainda deve ser passada diretamente ao presidente da Infraero e ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Ontem, modificações no projeto de ampliação do aeroporto foram apresentadas pelo diretor de Operações da Infraero, engenheiro João Márcio Jordão, ao governo do Estado

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O governo do Estado do Mato Grosso solicitou ontem à Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) a construção de um novo terminal de aeroporto em Várzea Grande a fim de atender à alta demanda de passageiros prevista para 2014, quando Cuiabá será uma das sub-sedes brasileiras da Copa do Mundo.

A solicitação ainda deve ser passada diretamente ao presidente da Infraero e ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Ontem, modificações no projeto de ampliação do aeroporto foram apresentadas pelo diretor de Operações da Infraero, engenheiro João Márcio Jordão, ao governo do Estado.

As obras duplicariam a capacidade anual de passageiros de 1,3 milhão para 3 milhões, além de aumentar a movimentação de aeronaves – número ainda não estipulado. A Infraero deve concluir as obras até 2013, mas uma determinação do presidente Lula determina que os trabalhos sejam acelerados em 40% para entregar as obras em 2012, a tempo da Copa das Confederações, torneio realizado um ano antes da Copa do Mundo.

Jordão calcula que seriam necessários de R$ 250 milhões a R$ 300 milhões para um novo aeroporto, além de mais tempo e maior prazo. O governo pretende que esta nova unidade de aeroporto seja do outro lado da atual pista e o prédio onde funciona hoje ficaria à disposição para quaisquer outros tipos de serviços.

Atualmente, o projeto dispõe de R$ 30 milhões por conta do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), mas Jordão adiantou que outros R$ 80 milhões serão solicitados para a implantação dos pontos de embarque (corredores sanfonas) que complementam a primeira etapa da obra.

As obras também estão voltadas para as estruturas de acessibilidade a pessoas portadoras de necessidades especiais ou com mobilidade reduzida. Tal aspecto foi analisado no início do mês no aeroporto Marechal Rondon, por meio de vistorias do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea). O relatório final da vistoria, apontando as deficiências estruturais do local, ainda não foi divulgado. Entretanto, preliminarmente pode-se perceber a carência de suporte para os passageiros especiais no momento de embarque – funcionários das empresas aéreas têm de carregar os cadeirantes nos braços, pois não há estrutura para cadeiras de roda.

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