GM confirma fábrica em SC

A informação foi dada pelo vice-presidente da montadora no país, José Carlos Pinheiro Neto

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A concordata da matriz americana, anunciada na segunda-feira, não afetará as obras e o investimento previsto pela General Motors (GM) do Brasil na fábrica de motores às margens da BR-101, em Joinville, no Norte do Estado.

A informação foi dada pelo vice-presidente da montadora no país, José Carlos Pinheiro Neto.

– O projeto de Joinville está a pleno vapor. Tivemos problemas com as chuvas, o que prejudicou a terraplanagem, que estava quase no final. Agora, estamos só aguardando uma autorização ambiental para continuar os trabalhos.

O pedido de licenciamento ambiental para a retirada de terra foi entregue à Fundação de Meio Ambiente (Fatma) na semana passada. A análise costuma demorar entre 60 e 90 dias. Além de confirmar a construção, Pinheiro Neto disse que a empresa cogita aumentar a capacidade de produção inicialmente projetada para a unidade catarinense.

– Pretendemos dobrar a fabricação, que hoje está prevista em 120 mil motores e 50 mil cabeçotes.

Com o atraso das obras, o começo da operação da fábrica deverá ocorrer só em 2011.

Em entrevista coletiva ontem, em São Caetano do Sul (SP), o presidente das operações da GM no Brasil e no Mercosul, Jaime Ardila, assegurou que a divisão manterá o investimento programado para o período 2007-2012, de US$ 2,5 bi.

Segundo ele, a subsidiária brasileira tem recursos próprios suficientes para concretizar este plano, embora não descarte negociar linhas de crédito com instituições financeiras e bancos de fomento.

– O Brasil não espera ajuda da matriz, de quem recebeu muita ajuda até 2005. A matriz também não vai receber ajuda da GM brasileira: ela tem um padrinho muito melhor, que é o governo dos EUA.

Ardila disse que a empresa deve lançar um novo modelo da família Viva no mercado brasileiro este ano.

Saiba mais

Previsões

Inicial: 1° trimestre de 2010

Atual: 1° semestre de 2011

O que afetou os planos

  • As fortes chuvas que caíram em novembro, que causaram um atraso de seis meses no cronograma inicial
  • A necessidade de requerer licença ambiental para remoção de terra de um morro que desmoronou no terreno ampliou o atraso do início das operações em mais seis meses

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