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Continental Airlines testa biocombustível com redução de emissões entre 60 e 80%

Mistura é derivada de algas e plantas. Continental foi a primeira companhia da América do Norte a realizar um voo sustentável com o uso do biocombustível, sendo o primeiro voo de demonstração com biocombustível realizado por uma aeronave comercial bimotor

26/6/2009

14h02

continental

A Continental Airlines anuncia os resultados do primeiro voo de demonstração com o uso de biocombustível, realizado no dia 7 de janeiro deste ano em Houston, conduzido em parceira com a Boeing, GE Aviation / CFM International e Honeywell UOP. A mistura do biocombustível obteve melhor desempenho quando comparada ao combustível tradicional, demonstrando uma melhora de eficiência de aproximadamente 1.1 por cento, em diferentes estágios do voo.

O índice de gases causadores do efeito estufa emitidos no voo demonstrativo com o biocombustível teve uma redução estimada entre 60 e 80 por cento, comparado ao combustível tradicional.

“Estamos satisfeitos com os índices obtidos no uso do biocombustível no voo de demonstração”, disse Leah Raney, diretor internacional de assuntos ambientais da empresa. “Estamos ansiosos para trabalhar com nossos parceiros no processo de certificação de biocombustíveis, e esperamos ver estes combustíveis produzidos em escala comercial em um futuro próximo”.

A Continental Airlines foi a primeira companhia da América do Norte a realizar um voo sustentável com o uso do biocombustível, sendo o primeiro voo de demonstração com biocombustível realizado por uma aeronave comercial bimotor e o primeiro voo realizado por uma aeronave comercial utilizando combustível parcialmente derivado de algas.

Durante os 90 minutos de voo, o Boeing 737-800 realizou diversas manobras, tais como reinicialização de motor, acelerações e desacelerações. Todas foram bem-sucedidas.

Na ocasião, um dos motores da aeronave foi abastecido com uma mistura entre biocombustível e o combustível tradicional, enquanto o outro recebeu 100% de combustível tradicional, permitindo à empresa comparar o desempenho do uso simultâneo dos combustíveis.

Nenhuma modificação precisou ser feita no avião utilizado. Derivados de algas e plantas foram utilizados no desenvolvimento do biocombustível, sem impactar o meio ambiente nem contribuir para o desmatamento. O óleo de algas foi fornecido pela Sapphire Energy e o óleo de jatropha, pela Terasol Energy.

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