Concordata da matriz não afetou GM no Brasil, afirma presidente

Para Ardila, as vendas “refletem uma situação totalmente normal” e demonstram que o consumidor brasileiro não perdeu confiança na marca

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O anúncio dos problemas financeiros e do pedido de concordata na matriz da General Motors (GM), nos Estados Unidos, não afetou a imagem da montadora no Brasil. A afirmação é do presidente da GM no Brasil, Jaime Ardila, que baseia sua posição no número de unidades comercializadas pela montadora em maio, que chegou a 47,8 mil, 17% acima do resultado de abril e 2% superior ao de maio do ano passado.

Para Ardila, as vendas “refletem uma situação totalmente normal” e demonstram que o consumidor brasileiro não perdeu confiança na marca. Ele ressaltou que “o mercado está muito aquecido” e que a situação deve melhorar neste mês, último com redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros novos.

Devido às boas expectativas para o futuro, Ardila descartou o fechamento de fábricas ou a redução dos níveis de produção. Segundo ele, a empresa não cogita retirar modelos de linha e deve realizar lançamentos de novos carros nos próximos meses. Estão previstos US$ 1,5 bilhão em investimentos até 2012, referentes ao total de US$ 2,5 bilhões planejados em 2007. A empresa teve, no ano passado, receita líquida de R$ 17 bilhões.

De acordo com Ardila, não deve haver demissões até junho, devido ao acordo que possibilitou a redução do IPI. Ele ressaltou que  também não estão previstas contratações. “Não consideramos mudar o nível de emprego”, disse Ardila. Ele destacou, no entanto, que futuras decisões sobre o quadro de funcionários – atualmente são 21 mil – vão “depender do mercado”.

O executivo explicou que a principal alteração com a concordata é a mudança de “dono”. Após a operação de reestruturação da GM ser aprovada pelas autoridades dos Estados Unidos, e consolidada, o governo norte-americano terá 60% do controle acionário da nova empresa. Por sua vez, a GM do Brasil será um dos ativos incorporados pela nova empresa

Na avaliação de Ardila, a operação deve dar mais independência financeira à empresa brasileira. Segundo ele, a GM do Brasil não deverá receber ajuda da matriz ou socorrê-la nos próximos anos. Entretanto, isso não é problema, porque a empresa tem capital para se manter por pelo menos cinco anos, ressaltou.

Quanto ao desenvolvimento de novos produtos, Ardila garantiu que o centro de tecnologia do Brasil é capaz de suprir a demanda da empresa. “Temos um centro tecnológico que é, sem dúvida, o mais avançado da América Latina, com mais de 1.200 engenheiros e de 200 designers que desenvolvem todos os nossos produtos”, destacou. Ardila também garantiu que não haverá problemas no fornecimento de peças de reposição. (Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil)

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