Cobrança de pedágio sem tumulto na 101

A cobrança de R$ 1,10 para carros e para cada eixo dos caminhões foi garantida poucas horas antes do início do pagamento, depois de rejeitado o pedido de liminar do prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, contra o pedágio

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Foi sem mobilizações, protestos ou negativas de pagamento o primeiro dia de cobrança de pedágio na sétima e última praça a entrar em funcionamento em Santa Catarina. A praça de Palhoça, na Grande Florianópolis, fica no Km 221 da BR-101.

A cobrança de R$ 1,10 para carros e para cada eixo dos caminhões foi garantida poucas horas antes do início do pagamento, depois de rejeitado o pedido de liminar do prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, contra o pedágio.

A Justiça negou o pedido por entender que não há provas do descumprimento do contrato por parte da concessionária Autopista Litoral Sul, conforme alegação do prefeito. Heiderscheidt confirmou que vai recorrer da sentença.

Ontem pela manhã, não foram registradas filas. Não houve aglomero de carros ou caminhões na passagem pelos guichês.

Segundo o inspetor Vilson Bossei, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o grande teste para o fluxo de veículos será em um feriado prolongado com temperatura amena, quando o movimento aumenta.

Concessionária opera com 20 cabines

Nos horários de maior movimento, como início da manhã e fim da tarde, a Autopista deve dispor de mais guichês em funcionamento para dar vazão ao tráfego.

Ao todo são 20 cabines, mas quatro são exclusivos para quem compra um aparelho e paga uma mensalidade.

Com o sistema Via Fácil, o motorista não precisa parar na cancela, somente passar a 40 km/h e manter a conta pós-paga em dia. A maioria dos motoristas que usam o sistema são caminhoneiros de transportadoras, mas pessoas físicas também podem utilizá-lo.

A Autopista preferiu não divulgar os dados de quantos veículos passaram pela praça no primeiro dia de cobrança por considerar pouco tempo para avaliar o fluxo no local.

O motorista Joacir da Rosa é contra o pedágio no ponto em que foi instalado. Para ele, que é morador de Palhoça, o gasto será alto porque passa de quatro a cinco vezes por dia no local.

– A praça não deveria ter sido feita aqui. O ponto deveria ser no limite do município – disse.

Joel Luz Passos tinha a previsão de seis passagens de caminhão pela praça de cobrança, ontem, a trabalho. Ele não concorda com o pagamento de pedágio.

– Já pagamos muito imposto – reclamou.

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