Ontem, em alguns postos de Fortaleza, o litro da gasolina comum podia ser encontrado a R$ 2,169, e o litro do álcool a R$ 1,539
Os preços dos combustíveis voltam a cair em Fortaleza, mantendo uma trajetória de redução, ainda lenta, se comparada à forte retração registrada nos preços do petróleo no mercado internacional, mas, de qualquer forma, animadora para os consumidores. Ontem, em alguns postos de Fortaleza, o litro da gasolina comum podia ser encontrado a R$ 2,169, e o litro do álcool a R$ 1,539.
Em outros vários estabelecimentos, nos quatro cantos da cidade, o litro da gasolina comum foi encontrado a R$ 2,179 e o do etanol, a R$ 1,559. Esses preços representam redução de mais 3% e 2%, respectivamente, aos verificados no mercado da Capital, no início deste mês. Há postos no entanto, que ainda insistem em manter os preços no pico, com o litro do álcool R$ 1,69 e o da gasolina comum, a R$ 2,599.
Concorrência
Diminuição nos preços pelas distribuidoras e a concorrência entre os postos e as bandeiras de combustíveis são as principais razões apontadas por donos e gerentes dos estabelecimentos na capital cearense, para o recuo. ´E vai baixar mais´, avisa Jonas Dutra, gerente do Metro Posto, de bandeira Shell, à Rua José Façanha, 555, no Bairro Damas, onde o litro do álcool está sendo comercializado a R$ 1,539.
Segundo Carlos Pessoa, proprietário do Posto Rodão, na Alberto Craveiro, 494 — onde a gasolina já pode ser encontrada a R$ 2,169, o litro — as distribuidoras estão concedendo descontos diferenciados aos postos, como forma de incentivar a concorrência. ´É a concorrência que está puxando os descontos´, explica Pessoa.
O presidente do Sindicato dos Proprietários de Postos de Combustíveis do Ceará (Sindipostos), José Carlos de Oliveira, confirma a disputa entre os estabelecimentos, estimulados pelas distribuidoras. ´Elas (distribuidoras) só dão descontos, para quem (postos) também reduz a margem de lucro´, explica Oliveira. ´O que era pontual antes, hoje está generalizado´, diz, em relação à concorrência de preços na cidade.
Para o porteiro de condomínio, José Inácio Monteiro, a ´briga´ entre os postos é saudável, boa para o consumidor. Morador do bairro do Castelão, ele afirma que, mesmo com os preços em baixa, não abre mão de pesquisar. ´Sempre colocava na BR, mas como este agora (na Alberto Craveiro) está menor, vim abastecer aqui´, declarou Monteiro, expondo o perfil do consumidor atual.
Levantamento feito pela ANP, no último dia 15, revelou que os preços médios do álcool também caíram em outros 17 Estados brasileiros.

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