CCR concentra esforços para novos investimentos no Brasil

Segundo ela, dentro dos projetos que estão em vias de ser licitados o trecho sul do Rodoanel, em São Paulo, é o mais atrativo para a empresa

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Os novos projetos de licitação de rodovias estão nos planos da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) após a venda de sua participação em uma rodovia nos Estados Unidos. “Com a crise, os melhores projetos no mercado norte-americano foram postergados, em contrapartida os governos federal e estaduais planejam licitar várias estradas no País. O momento agora é do Brasil”, disse a gerente de Relações com investidores da companhia, Flávia Godoy.

Segundo ela, dentro dos projetos que estão em vias de ser licitados o trecho sul do Rodoanel, em São Paulo, é o mais atrativo para a empresa. “Em termos de sinergias, com certeza será uma de nossas apostas. Mas os editais dos outros projetos ainda não foram divulgados. Há muita oportunidade no País”, disse a executiva.

Flávia Godoy ressaltou que o primeiro trimestre o volume de tráfego nas rodovias que a CCR administra, aumentou 17%, em função do tráfego apurado na Renovias e no Rodoanel Oeste, estradas que entraram no portfólio da companhia no final do ano passado. “A crise impactou muito o nosso tráfego, principalmente em janeiro e fevereiro. Nesses meses, verificamos uma queda de 5% nas rodovias administradas, excluindo o Rodoanel e a Renovias”, disse a executiva.

Pelos números da CCR, no primeiro trimestre deste ano, o tráfego consolidado nas rodovias do grupo cresceu 17,7%, graças a incorporação das concessionárias Renovias e CCR RodoAnel, que não faziam parte do portfólio da empresa no início de 2008. Sem essas concessões, o tráfego registrou queda de 2%.

No primeiro trimestre, a receita líquida cresceu 15,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 716 milhões. Os meios eletrônicos de pagamento representaram 53,2% das receitas de pedágio e cresceram 21,3%. O Ebtida (lucro ante juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 13,1%, totalizando R$ 454,8 milhões. Excluindo-se Renovias e CCR RodoAnel, o Ebtida subiu 6,8%, para R$ 429,6 milhões.

Em contrapartida, o lucro da CCR caiu 3,9%, passando de R$ 162,2 milhões no primeiro trimestre de 2008 para R$ 155,9 milhões nos três primeiros meses de 2009. Sem levar em consideração as concessionárias Renovias e CCR RodoAnel, o lucro líquido teve alta de 11,7%, para R$ 181,7 milhões.

“Essa queda no lucro se deve ao aumento da dívida da empresa com o pagamento de R$ 184 milhões no primeiro trimestre, conclusão da 2ª emissão de notas promissórias para a CCR RodoAnel, iniciada no quarto trimestre de 2008 no valor total de R$ 460 milhões, e pelo empréstimo de R$ 110 milhões do BNDES para a concessionária CCR AutoBan. Isso tudo impactou nossos resultados”, disse Flávia Godoy.

No trimestre, os investimentos do Grupo CCR somaram R$ 159,1 milhões. A CCR AutoBAn investiu principalmente nas obras do Complexo Anhanguera, enquanto a CCR NovaDutra aplicou recursos na recuperação do pavimento e sinalização, assim como a CCR RodoNorte. Até o final do ano, os investimentos do Grupo CCR para ampliação e melhoria de suas rodovias devem totalizar R$ 1,177 bilhão.

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