Levantamento da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC) apurou aumento nos custos para o transporte rodoviário de cargas no País e aponta reajuste nos fretes para compensar majoração de salários e preços de insumos como o diesel e pneus
07/4/2009
16h47
Redação
Estudos realizados pela NTC&Logística, entidade que representa empresas de transporte de cargas todo o País, mostra um aumento nos custos para as operações do modal rodoviário, como salários e insumos, e sugere um reajuste da ordem de 7,6% nos fretes.
A entidade argumenta que as principais majorações nos custos das transferências rodoviárias estão nos salários (aumento de 7,67%), lavagem de caminhões (15,16%), recapagem de pneus (11,07%) e pneus novos (10,75%), entre outros itens que incluem seguros, implementos e o próprio caminhão, que teve aumento de 2,11% de acordo com os números da NTC. Nas operações urbanas, os custos com recapagem de pneus, óleo de cárter e diesel são os principais itens.
Crise mundial
Além do aumento de custos, a NTC aponta também uma queda no movimento de cargas. Segundo a entidade, entre os meses de outubro de 2008 e janeiro de 2009 o Brasil viveu uma queda de 11,3% na tonelagem transportada.
O movimento nas rodovias pedagiadas no mesmo período sofreu uma queda ainda maior, de 22,7% e o consumo de diesel caiu 26,8%. “Apesar destes números demonstrarem diminuição na atividade, o INCTF, que baseia-se em uma matriz inalterável, não computa em seus resultados os aumentos de custos fixos e indiretos gerados pela ociosidade que o setor se obriga a suportar para manter os níveis de serviço. Diante disso, torna-se inevitável um novo realinhamento tarifário, que poderá ocorrer em níveis até superiores ao percentual médio divulgado (7,60%), dependendo das características de cada contrato. No entanto, como se trata de reajuste emergencial, a recomendação é adotar imediatamente este aumento médio, com posterior negociação, mais técnica e detalhada, buscando a adequação a cada contrato de transporte e suas particularidades”, diz Flávio Benatti, presidente da NTC.
Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior
Carlos Vadalá
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