Grupo paranaense cria companhia aérea de cargas

O primeiro avião da empresa, um Boeing 727-200F, está no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba, aguardando a última autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para realizar o primeiro voo

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Em maio, uma nova companhia aérea deve decolar no Paraná. Com investimento inicial de US$ 5 milhões, o grupo JetSul, responsável pela maior empresa de aviação executiva do Sul do país, constituiu a RIO Linhas Aéreas, que vai operar no transporte nacional e internacional de cargas. O primeiro avião da empresa, um Boeing 727-200F, está no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba, aguardando a última autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para realizar o primeiro voo.

Inicialmente, a RIO prestará serviços para outros agentes de cargas, como a VarigLog, Correios e Banco Central, realizando voos de acordo com as necessidades desses operadores.

O modelo de negócios da RIO será focado no sistema ACMI, que consiste em fornecer Aeronave (Aircraft), Tripulação (Crew), Manuntenção (Maintenance) e Seguro (Insurance) para grandes operadores logísticos e outras companhias aéreas.

A RIO deve ser única empresa do Brasil dedicada a prover este tipo de serviço. “Algumas empresas de transporte têm contratos que às vezes não podem cumprir, por falta de aeronaves; aí, a saída é alugar aviões de outras empresas. Mas essas empresas devem ser homologadas para operar neste tipo de transporte, como é o nosso caso”, explica o assessor de planejamento da RIO, Mauro Martins.

O plano de negócios da companhia também prevê a possibilidade de operar no futuro com o transporte segmentado de passageiros. Esta modalidade consiste em atender rotas específicas onde há demanda mas não existe linha regular. “Uma dessas hipóteses seria uma linha de passageiros ligando Curitiba a Manaus, passando pelo Centro-Oeste. Estes estudos já existem, mas só serão executados numa próxima fase, após a consolidação no setor de cargas”, afirma Martins.

Aeronave

O Boeing 727-200F, que tem capacidade de transportar até 25 toneladas, foi financiado em 2 anos com recursos da própria empresa. No futuro, a RIO também pretende incorporar um DC-10 à sua frota de operações com cargas.

Em 2008, a exportação de cargas pela via aérea movimentou pouco mais de US$ 10 bilhões em todo o Brasil, segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Deste total, US$ 475 milhões partiram de aeroportos paranaenses.

“O Paraná é o quinto estado brasileiro em importação e exportação (de cargas aéreas) e o segundo no segmento de produtos eletrônicos. Mas, atualmente, 80% da carga paranaense é exportada a partir de Viracopos, em Campinas. Queremos aproveitar esse potencial, fazendo o desembaraço alfandegário aqui mesmo, no Paraná”, explica o diretor.

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