Produção de veículos avança pelo 2º mês e deve subir 10%

A alta em relação ao mês de janeiro é de quase 10% - embora o mês seja mais curto e tenha o Carnaval -, mas ainda anota uma queda de mais de 17% ante o mesmo mês do ano passado.

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A produção de veículos automotores em fevereiro deve chegar a 198,7 mil unidades, segundo projeção da Tendências Consultoria. A alta em relação ao mês de janeiro é de quase 10% – embora o mês seja mais curto e tenha o Carnaval -, mas ainda anota uma queda de mais de 17% ante o mesmo mês do ano passado. O número se aproxima da produção de fevereiro de 2007 (190,5 mil), o que fortalece a teoria de que o mercado brasileiro neste ano voltará ao patamar de dois anos atrás.

Ainda segundo as estimativas da Tendências, a produção de automóveis e comerciais leves deve bater 187,6 mil unidades, uma alta de cerca de 13% em comparação a janeiro. “Há uma melhora da demanda interna, e a indústria vai lentamente aumentando a sua produção”, avalia Mariana Oliveira, da Tendências Consultoria. De acordo com a analista, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é apontada como um dos principais fatores para o início da retomada para o setor automotivo.

“Na nossa visão, o governo brasileiro deve prorrogar a redução por pelo menos mais três meses, o que deve fazer com que não ocorra nova deterioração tão forte do setor”, afirma. O incentivo, concedido na segunda quinzena de dezembro, é válido até o final de março, mas o governo já estuda sua extensão.

As vendas de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, em fevereiro, também apresentaram alta de 0,95% em relação a janeiro, segundo dados divulgados na última semana pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A maior alta anotada foi verificada nas vendas dos comerciais leves, que cresceram 13,94% ante janeiro.

Os números oficiais da indústria automobilística serão divulgados hoje pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O presidente da entidade, Jackson Schneider, no início do mês passado, adiantou que os números de fevereiro deveriam ser melhores que os de janeiro. Nos primeiros dias do mês passado, segundo a Anfavea, a média diária de produção era de 10,8 mil unidades.

Mercado externo

Apesar da “ajuda” ao setor com a redução do IPI, a retração do mercado internacional, que prejudicou a venda da produção brasileira ao exterior, está sendo um peso que dificulta a melhora da produção da indústria. “A tendência ainda é de queda no mercado externo”, afirma Mariana Oliveira.

De acordo com os últimos números da Anfavea, as exportações de veículos montados no mês de janeiro foram de 17,7 mil unidades, contra 37,6 mil em dezembro de 2008. Em janeiro do ano passado, foram negociadas 45,4 mil unidades no exterior.

Dados do IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou o setor automobilístico como o principal fator para a leve recuperação da indústria brasileira durante o mês de janeiro. O setor, que possui um peso de aproximadamente 10% sobre a produção industrial do País, anotou o melhor desempenho, segundo números divulgados na última sexta-feira pelo IBGE, e registrou crescimento de 40,8%, refletindo o retorno das férias coletivas.

Já a produção industrial teve alta, em janeiro, de 2,3% em relação a dezembro de 2008, depois de três resultados negativos consecutivos. Por outro lado, de acordo com o IBGE, em janeiro, na comparação com o mesmo período de 2008, a atividade industrial despencou 17,2%, a maior queda da série histórica iniciada em 1991.

O aumento observado em janeiro foi sustentado pela expansão em 15 dos 27 ramos investigados e atingiu três das quatro categorias de uso.

Outros destaques, segundo o IBGE, ficaram com o setor de material eletrônico e equipamentos de comunicação (28,4%), borracha e plástico (13,6%), têxtil (10,3%) e alimentos (1,6%). De acordo com a entidade, os cinco setores mencionados apresentaram forte recuo no índice de dezembro.

A taxa anualizada, medida pelo indicador acumulado nos últimos doze meses, recuou na passagem de dezembro (3,1%) para janeiro (1,0%).

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