Isenção do IPI deve ser prorrogada

A medida que vigora até 31 deste mês vem dando certo, já que as vendas do setor automobilístico começaram a reagir positivamente

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O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, confirmou ontem que o prazo de vigência do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para carros novos deve ser prorrogado por mais um período de tempo. Para ele, a medida que vigora até 31 deste mês vem dando certo, já que as vendas do setor automobilístico começaram a reagir positivamente. Porém, o ministro quer que a prorrogação do prazo de vigência do IPI seja vinculado à garantia de emprego no setor automobilístico.

“Não se pode mexer naquilo que vem dando certo”, disse o dirigente. “Acho pouco provável que o IPI reduzido para carros não seja renovado. Acho também pouco provável que não tenha uma contrapartida na garantia de emprego”, declarou. O ministro confirmou ainda que a equipe econômica do Ministério da Fazenda estuda medidas de incentivo para o setor de caminhões.

O ministro não quis falar se o IPI baixo para automóveis novos seria prorrogada por mais um trimestre. Disse apenas que a medida está em estudo no Ministério da Fazenda, que tampouco se pronunciou sobre o assunto. Porém, na edição da Gazeta Mercantil que circulou em 16 de fevereiro, alta fonte do ministério havia informado que o governo estudava prorrogar o imposto reduzido por mais três meses.

Segmento de caminhões

Lupi não deu detalhe sobre as vendas e as contratações no setor. Entretanto, avisou que o único segmento que apresenta problemas na indústria automobilística é de caminhões. “E o governo está trabalhando para atender esse setor”, declarou, esquivando-se a dar mais detalhes. “Essa medida não tem nada a ver com o Ministério do Trabalho. É o Ministério da Fazenda que está vendo isso”, acrescentou. Procurada, a equipe econômica do Ministério da Fazenda também não quis comentar o assunto.

Segundo Lupi, o pior da crise financeira no mercado de trabalho já passou. “O que poderia ter acontecido no Brasil já aconteceu”, disse, ao lembrar das demissões em dezembro de 654 mil vagas. O governo porém está preocupado. O pacote de habitação em estudo é a grande aposta para manter o emprego em alta. “O governo prepara o programa de habitação popular e isso deve ser bom para o emprego”, lembrou o ministro.

Fontes do Ministério da Fazenda confirmaram à Gazeta Mercantil que os programa de habitação contará com subsídios de cerca de R$ 10 bilhões. Dentre as medidas, está em estudo o fundo garantidor que concederá garantia do pagamento das parcelas em até 36 meses, caso o mutuário perca o emprego.

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