Da fila de espera ao caminhão parado em poucos meses

"Tinha fila de espera de até seis meses para receber caminhão. Aí veio a crise, as empresas estão recebendo os caminhões e muitas ainda estão pagando"

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A redução do transporte de cargas não afeta só a arrecadação do Estado, que recolhe menos imposto sobre o combustível. Caminhoneiros autônomos e empresas estão sentindo na pele os efeitos da crise. O setor teve crescimento expressivo nos últimos anos e, em 2008, muitas empresas renovaram a frota. O resultado é que estão recebendo agora os caminhões, muitos dos quais vão ficar parados – e ainda estão sendo pagos.

“Tinha fila de espera de até seis meses para receber caminhão. Aí veio a crise, as empresas estão recebendo os caminhões e muitas ainda estão pagando. Como a demanda caiu, muitos caminhões estão parados”, resume Nilton Gibson, presidente da União Brasileira de Caminhoneiros.

A principal queda, de cerca de 40% em relação ao ano passado, é no transporte dos produtos de exportação. “Tem que pedir muito a Deus porque ele é brasileiro, já que as notícias que a gente vê não são boas”, diz Gibson.

Se para as empresas a situação não é boa, para os autônomos é pior. “Muitos caminhoneiros estão com parcelas do financiamento do veículo atrasadas e podem perdem o bem”, conta Carlos Aparecido da Silva, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros e Carreteiros Autônomos do Brasil (Sincab). Silva diz ainda que muitos estão com dificuldades de receber pelos serviços. “Para complicar, o valor do frete está bem defasado”, completa. (ZM/APP)

Liderança – Consumo. Minas Gerais foi o Estado que apresentou maior queda no consumo de óleo diesel, ficando bem abaixo da média nacional, com 2,464 milhões de barris equivalentes de petróleo (159 litros).

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