Agência de transporte cria metas para as ferrovias da Vale

A ANTT determinou em 4 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) a meta de produção para a Estrada de Ferro Carajás para 2008

ANTT libera captação de empréstimo de R$ 664 milhões para obras na BR-163/MT
ANTT altera resolução para transporte de produtos perigosos
Conheça os detalhes do Trecho Sul do Rodoanel

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) emitiu três resoluções para fixar as metas anuais de produção e de redução de acidentes para três ferrovias que estão sob concessão da Vale e que têm vigência para o período 2008-2012. Os índices foram publicados no Diário Oficial da União. A ANTT determinou em 4 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU) a meta de produção para a Estrada de Ferro Carajás para 2008. Essa unidade mede o trabalho do transporte ferroviário de cargas e é representada pela quantidade de toneladas úteis transportadas, multiplicado pelas distâncias percorridas.

Este ano, a quantidade sobe a 4,10 bilhões e, em 2010, a 4,20 bilhões. Em 2011, a meta é de 4,31 bilhões e em 2012, de 4,42 bilhões de TKU. A meta anual de segurança é de 12,20 por milhão de trem-quilômetro para o quinquênio 2008/2012. O índice de 12,20 segue o padrão internacional praticado pelas ferrovias classe 1 do padrão americano, segundo a ANTT, na Resolução nº 2973.

A Ferrovia Centro-Atlântica tem meta de produção de 10,7 bilhões de TKU em 2008. Nos anos seguintes, os valores fixados pela ANTT são de 10,91 bilhões (2009), 11,24 bilhões (2010), 11,35 bilhões (2011) e 11,47 bilhões de TKU (2012). O índice de redução de acidentes em 2008 fixado é de 30%. Entre 2009 e 2012, a meta é de uma redução de 2%.

Projeto

O governo da Bolívia rejeitou as propostas da construtora brasileira Queiroz Galvão para a conclusão de um projeto de estrada estimado em US$ 226 milhões e por isso não renovará contrato com a empresa, informou a agência de notícias estatal boliviana ABI.

A Bolívia rescindiu o contrato com a Queiroz Galvão em 2007 por supostas irregularidades e rachaduras na rodovia em construção. A empresa havia solicitado a renovação do contrato, mas em troca de um acréscimo de US$ 45 milhões.

A obra será reiniciada em março sem a Queiroz Galvão, afirmou a ABI, citando um comunicado do Ministério de Obras Públicas. Embora sem especificar qual empresa finalizará a estrada, a agência disse que não será feita uma nova licitação. A decisão da Bolívia de não renovar contrato com a Queiroz Galvão ocorre depois de uma longa negociação com a empresa brasileira. (Camila AbudAgências Internacionais -DCI)

Link para a matéria

COMMENTS